A rebelião de Mark Farner domina a São João

Músico toca clássicas do Grand Funk Railroad, como Rock and Roll Soull e Footstomping' Music

Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo,

18 de maio de 2014 | 02h40

Com três clássicos do seminal grupo que integrou, o Grand Funk Railroad, o cantor e guitarrista americano Mark Farner fez o show mais pesado e feérico da Virada cultural até agora.

Rock and Roll Soul, Footstompin' Music e We're an American Band, os clássicos, realimentados pela cozinha poderosa e pela leitura absolutamente moderna de Farner,  que tritura o gênero com uma performance meio comanche, meio black, meio Led Zeppelin, meio James brown, trouxeram a relevância artística e a atitude à Virada. Impensável considerar que Farner já tem 66 anos, o homem parece um endemoniado - mas é um cristão radical, tem crucifixos até na guitarra.

Farner se apoderou do legado do Grand Funk (99% do show é Grand Funk) sem passadismo, injetando urgência e eletricidade próprias em canções como Paranoid, Creepin', Bad Time, entre outras. A cadência do seu funk, no entanto, não é domesticada, carrega perigo e desvio consigo.

Ali peli meio, ele passeou seus mullets de navajo e uma cover de Little Eva, The Loco-Motion, e ninguém mais parou de dançar. Mas a bateria de sua banda é de derrubar búfalo, um massacre. O cantor é fleumático, marrento, mistura português com espanhol, mas a plateia o adorou.

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