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A realeza do Queen no Rock in Rio Lisboa

Banda liderada por Brian May e Roger Taylor, com Adam Lambert nos vocais, é acalanto pop em segundo dia do evento

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2016 | 22h27

LISBOA - Em um dia de pop por vezes genérico, a realeza sempre salva. O Queen, que vem nos últimos anos em turnê com o vocalista Adam Lambert, encerrou com atraso de 33 minutos a segunda noite do Rock In Rio Lisboa, na sexta-feira, 20, munido de suas canções grandiloquentes, no melhor dos sentidos, depois de performances que saíram diretamente das pistas de dança do início dos anos 2000 - e, uma delas, lá deveria ter ficado.

 

 

A banda, depois da morte de Freddie Mercury, em 1991, também reduziu a marcha, mas o tempo não afeta aqueles que alcançam os postos mais altos da genialidade. É o caso de Brian May e Roger Taylor, que carregam o legado da realeza. Adam Lambert, jovem cantor que tem a missão de usar o microfone já empunhado por Mercury, não faz feio. E, dificilmente, alguém faria melhor como o que foi mostrado em Lisboa - exibido na versão carioca do festival, no ano passado. Lambert mostra uma força própria desde o início da performance, ao emendar Flash Tape, The Hero e Hammer to Fall.

Fergie, atração que abriu as atividades musicais no Palco Mundo, aquele dedicado às principais atrações musicais do espaço montado no belíssimo Parque da Bela Vista, até foi capaz de criar a sua própria comoção. Principalmente quando encerrou o show com canções do antigo grupo dela, o Black Eyed Peas, como My Humps e Party All the Time, a cantora norte-americana que, há alguns anos, era um dos principais nomes do pop, voltou ao seu auge. Naqueles poucos minutos, em uma apresentação cheia de músicas interrompidas, grudadas umas nas outras, e trocas de roupas desnecessárias, Fergie foi capaz de emular o sucesso do passado. Seu grande problema, além da voz que vem mais da garganta do que do diafragma, é ter parado naquele tempo. O único disco solo, The Dutchess, saiu há dez anos. E, enquanto o pop se reinventou, escancarou o encontro com o hip-hop e com batidas mais graves e letras que não rebaixam a importância do sexo feminino, Fergie se manteve estacionada. 

Mika, atração que veio na sequência, não parou no tempo. Pelo contrário, o pop efervescente, por vezes animadamente farofento, foi novamente encapsulado em um novo disco, chamado No Place In Heaven e lançado no ano passado. As canções de Mika, contudo, são feitas para o palco. Elas podem não exibir a força da pista de Fergie, mas o talento do músico, esse sim, um artista pop com suas boas sacadas da cartola, como as contagiantes Grace Kelly, Elle Me Dit e Talk About You. Ele ainda executou um fado, para catarse da plateia portuguesa. / O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA ORGANIZAÇÃO DO FESTIVAL 

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