EDUARDO MARTINO/DIVULGAÇÃO
EDUARDO MARTINO/DIVULGAÇÃO

A noite em que Chico pediu para dar "canja"

Foi num bar da Lapa, no Rio de Janeiro, que o compositor, de surpresa, cantou três clássicos, na segunda-feira

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 18h52

A reserva feita em nome de Francisco Buarque e mais 11 não havia chamado a atenção do funcionário do Semente, bar localizado na Lapa, na região central do Rio. A ficha caiu quando o próprio Chico pediu uma cerveja. Era só o começo. A noite de segunda, 9, terminaria de forma ainda mais surpreendente: quase um sarau, com Chico ao violão e o público a poucos centímetros dele. “Essa é de alto risco. Desculpem aí. É f...”, disse Chico, antes de levar Carioca, de sua autoria.

Há 17 anos, as noites de segunda são do violonista Zé Paulo Becker e o Semente Choro e Jazz. Nesses dias, o bar vira ponto de encontro de artistas. O guitarrista sul-africano Dave Matthews e o violoncelista Jacques Morelenbaum já passaram por lá. O cantor Marcos Sacramento e o violonista Yamandu Costa estão sempre na casa.

Chico chegou sozinho. Depois, vieram os amigos – o compositor Carlinhos Vergueiro e o jornalista Rodrigo Paiva, entre eles. O cantor deixou de lado a conversa, sentou-se de frente para o palco e foi homenageado por Sacramento, com Samba e Amor. Yamandu também deu canja.

Zé Paulo já havia deixado o palco, quando Chico se aproximou. “Eu quero cantar um pouco”. Foram três músicas: Aquela Mulher e Palavra de Mulher, além de Carioca. “Eu já estava lá fora e voltei correndo. Ele estava se sentindo em casa”, lembrou Zé Paulo.

Marcos Sacramento resumiu a noite como “redentora”. “Foi uma noite de reconciliação do primeiro time com a música contemporânea”, afirmou ainda.

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