'A gente se comunica por música'

Em entrevista ao Estado, o cantor e compositor Criolo fala de sua participação no festival Back2Black. O show será ao lado do nigeriano Tony Allen, unindo o som da periferia paulistana com o ritmo africano.

Entrevista com

Murilo Bomfim, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2013 | 02h15

Você se apresentou na versão londrina do Back2Black no ano passado. Como foi a experiência?

Foi muito especial. Tivemos o prazer de dividir o palco com um grande mestre, que é o Mulatu (Astatke). Também tive contato com o Roots Manuva e conheci o Femi (Kuti). Acho que toda a ação que fomenta esta troca é extremamente importante.

O Grajaú, bairro da periferia paulistana, é onde você nasceu e foi criado. No festival você une o seu som com o da África, historicamente tida como a periferia do mundo. Essas origens geram algo em comum na música?

Acredito que o que temos em comum é o fato de que a gente se comunica por música. É o querer comunicar e o motivo para comunicar. E aí surge música, dança, teatro, dramaturgia, fotografia...

Recentemente, você lançou as músicas Duas de Cinco e Cóccix-ência em vinil e para download grátis. Há um álbum por vir?

Não. A gente vai fazendo música, a vontade de dividir é grande. Mas vamos ver quando e como fazer isso. Um álbum existe para recortar um momento e não o contrário: não se gera um monte de coisa por causa de um CD.

 

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