Divulgação
Divulgação

A cantora Clara Nunes, de 'Canto das Três Raças' e 'Morena de Angola', faria 73 anos

A sambista mineira morreu em 1983, aos 40 anos, deixando clássicos como 'O Mar Serenou' e 'Conto de Areia'; confira vídeos

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 10h00

Dona de muitos sucessos, como Canto das Três Raças, Morena de Angola, Conto de Areia e O Mar Serenou, entre outros, e considerada a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, Clara Nunes completaria 73 anos nesta quarta, dia 12 de agosto. 

Nascida em Minas Gerais, Clara morreu em 2 de abril de 1983, vítima, provavelmente, de reação alérgica à anestesia usada em uma malsucedida cirurgia de varizes, que a deixou 28 dias em coma.

Até 1965, Clara morou em Belo Horizonte, depois foi para o Rio, onde cantava boleros em programas de TV, como os de José Messias, Chacrinha, Almoço com as Estrelas, e também em casas noturnas e clubes. 

Somente sete anos depois, ela firmaria sua identidade como sambista com o disco Clara Clarice Clara, faixa-título composta por Caetano Veloso e Capinam. 

De suas pesquisas sobre a música popular brasileira, seus ritmos e seu folclore, suas danças e tradições afro-brasileiras, veio a sua conversão à umbanda, fé que ela reverenciou até mesmo em sua arte e suas roupas. Filha de Ogum com Iansã, a carismática, intuitiva e mediúnica cantora inspirou a biografia Clara Nunes – Guerreira da Utopia, de 2007, escrita pelo jornalista Vagner Fernandes 

Ao morrer, aos 40 anos, Clara Nunes estava no auge e consagrada, tendo vendido mais quatro milhões de discos e lançado álbuns clássicos como Claridade, 1975; Canto das Três Raças, 1976; Guerreira, 1978; Brasil Mestiço, 1980; e Nação, 1982.

 


Mais conteúdo sobre:
músicaClara Nunes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.