7.º Prêmio Visa chega à final com ingressos esgotados

É hoje que os jurados do 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Instrumental vão escolher o vencedor. O bandolonista Danilo Brito está na disputa ao lado do violinista Ricardo Herz, da dupla de violonistas João Luiz e Douglas Lora, do Trio Curupira e do quarteto Choro Elétrico: 4x0. Os ingressos estão esgotados para as apresentações no Teatro Municipal de São Paulo. A Banda Mantiqueira e o violonista Yamandú Costa - vencedor do Visa de 2001 - farão o show de encerramento. O número de jurados dobrou, agora são dez: Nelson Ayres (presidente do júri), Amilton Godoy, Antonio Carlos Neves, Flávio Florence, Luciana Rabelo, Nivaldo Ornelas, Paulo Bellinati, Toninho Ferragutti, Ulisses Rocha e Zeca Assumpção. Dos cinco concorrentes, três serão premiados. Não será surpresa se houver empate, como ocorreu na primeira edição do Visa, também instrumental, que contemplou o carioca André Mehmari e o paulista Célio Barros com o prêmio principal. O primeiro a se apresentar hoje é Ricardo Herz, violinista paulistano atualmente radicado em Paris. Herz foi a sensação da noite de 4 de agosto, na terceira semifinal realizada no Tom Brasil da Vila Olímpia. Os violões de João Luiz e Douglas Lora entram em seguida balançando a suingada Serrado (Djavan), com que também iniciaram a apresentação na fase semifinal. João e Douglas têm formação erudita tradicional e já gravaram um CD com peças do gênero. Desde o ano passado vêm trabalhando juntos, tocando repertório de música brasileira popular. Danilo Brito, de 19 anos, além da habilidade ao bandolim, chamou a atenção nas fases anteriores do Visa por ter escolhido repertório muito difícil de ser executado. Ele vai encarar sozinho a música central de seu roteiro, Choro da Saudade (do paraguaio Augustin Barrios), composta originalmente para violão clássico. Como vedete desta edição do Visa, o choro ressurge em versões mais modernas no repertório dos concorrentes seguintes. O Trio Curupira incluiu Chorinho para Ele (Hermeto Pascoal) no miolo de seu roteiro, que abre com Disparada (Theo de Barros/Geraldo Vandré) e termina com Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira). O Choro Elétrico: 4x0, cuja bandeira sonora já está no nome, entra com a polca O Gato e o Canário (Pixinguinha e Benedito Lacerda), que sempre arrebata o público por sua interpretação bem-humorada. E prossegue com Choro para o Mário (Milton de Mori), mais acelerado, de estrutura bem próxima do bebop. 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira - Teatro Municipal de São Paulo. Praça Ramos de Azevedo, s/n.º, centro, 222-8698. Informações pelo telefone 2108-6771 ou pelo site www.premiovisa.com.br. Hoje, a partir das 21 horas. R$15. Ingressos esgotados

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