Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

7 momentos do show do Faith No More que poderiam ser memoráveis, mas não funcionaram

Grupo retornou ao festival depois de 24 anos

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 23h49

Banda que veio ao Rio de Janeiro no auge da juventude, em 1991, voltou ao Rock In Rio nesta sexta-feira, 25, com um novo álbum na bagagem e fôlego renovado. No Palco Mundo, contudo, a recepção não passou de moderada. E Patton ainda tentou mergulhar no público e acabou caindo no fosso.

Veja, abaixo, uma lista com os momentos que poderiam ser memoráveis: 

1. Motherfucker. Primeiro single do novo álbum, Sol Invictus, é um ótimo petardo para abrir o show. Mandou bem, Patton.

2. Vocalista voador. Ainda no início do show, o vocalista Mike Patton se jogou no público que estava próximo do Palco Mundo. Ele não contava com o fosso que separa o palco do público. 

3. Epic. Hit do disco The Real Thing, de 1990, ainda funciona extremamente ao vivo. É pesado e épico, ao mesmo tempo. E duvido que muitos dos presentes aqui tivessem idade para ouvir a faixa na época em que foi lançada.

4. Easy. Por falar em hit, o que dizer de Easy? Nos anos 1990, a canção marcou uma geração que cresceu e foi doutrinada, musicalmente falando, pela MTV. Balada dos Commodores é um hino do grupo, mas até ela teve recepção fria.

5. Ausências. Duas músicas previstas no setlist, Separarion Anxiety e Ashes, foram cortadas de última hora. Quando menos se percebe, o grupo ja deixou o Palco Mundo para voltar no bis.

6. Uma versão de Bee Gees. "I Started a joke, but the joke was on me". O verso eternizado pelos Bee Gees, ganharam um tempero mais melancólico do Faith No More. 

7. Mike Patton. O vocalista da banda é mesmo uma figura ímpar do rock. E faz justiça ao apelido de Homem das Mil Vozes. É como se mais de um cantor estivesse no palco, revezando-se ao microfone. Mas, não, é sempre ele. A idade não vez mal ao poderio das cordas vocais  dele, pelo contrário, ela trouxe um sabor mais curado. 

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