65 anos sem Gardel: "cantando cada vez melhor"

Há 65 anos, morria Carlos Gardel, vítima de um acidente de avião em Medellín, Colômbia. Nascia imediatamente o mito, que, desde então, conforme os amantes do tango, "a cada dia canta melhor". Neste sábado, como em todo ano, seu aniversário de morte será lembrado em boa parte do planeta, em particular na Argentina e Uruguai. Em Buenos Aires, destaca-se o recital do maestro Atilio Stampone e seu Quinteto, com o cantor Carlos Cabrera, os bailarinos Milena Plebs e Ezequiel Farfaro, na Plaza del Zorzal del Complejo Abasto de Buenos Aires. Em Montevidéu, pelo menos oito espetáculos renderão homenagem ao cantor, incluindo a exibição de seus filmes. Também na Colômbia, onde morreu, Gardel será lembrado: desde a semana passada, um ciclo de conferências com o historiador Jaime Jaramillo Panesso discute a história do tango, a importância de Gardel e o futuro dos dois.Até hoje a origem de Gardel é tema de discussão. Argentino para os argentinos. Uruguaio para os ururguaios. E até franceses disputam sua nacionalidade, afirmando que teria nascido em Toulouse. De qualquer forma, é certo que desde muito cedo Gardel estabeleceu-se como intérprete de tango em clubes de Buenos Aires, onde neste ano foi erguido o primeiro monumento em sua homenagem, uma obra em bronze de 1,6 metros do artista Mariano Pagés.Entre suas obras mais conhecidas, estão as parcerias com Alfredo Le Pera, hoje clássicos do gênero: Volver, Sus Ojos se Cerraron, Mi Buenos Aires Querido, Soledad, Por una Cabeza e Cuesta abajo.Sua última gravação é de Guitarra Mía, feita em Nova York, em março de 1935, três meses antes do acidente, acompanhado pelo trio de violões Domingo Riverol, Guillermo Barbieri e José María Aguilar, este o único sobrevivente do desastre.O sucesso de sua carreira estendeu-se também ao cinema. Participou de 11 filmagens, com o que projetou seu nome definitivamente mundo afora, tornando-se uma espécie de porta-voz do tango. Entre os filmes, figuram Flor de Durazno, de 1917, Encuadres de Canciones, de 1930, e El Tango en Broadway, de 1934.

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