WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

5 fatos sobre o show do Mastodon, que fugiu do metal pasteurizado no Rock in Rio

Banda que tocou na quinta-feira, 25, ultrapassa o gênero ao apresentar misturas criativas com técnica apurada

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2015 | 22h16

A banda americana Mastodon foi a segunda a subir ao Palco Mundo neste quinto dia de Rock in Rio. Veja os destaques de sua apresentação.

1. Bateria. Brann Dailor é o melhor baterista que tocou até aqui no Rock in Rio. Sem bumbo duplo, milhares de caixas ou demais gracinhas que bateristas de metal adoram, ele entrega batidas criativas que definem a música da banda mais do que os outros instrumentos. E canta em várias faixas.

2. Vocais. O Mastodon faz um trabalho de vocais alternados desde o início da banda, lá em 2000. Frutos de uma época que viveu uma espécie de New wave do metal, hoje eles dominam como poucos grupos a técnica de revezar os vocais principais das canções entre os quatro membros sem perder qualidade. Coisa linda.

3. Mistura. Heavy metal, claro, mas que tal um pouco de rock progressivo da família do Rush? E um punk hardcore executado com um peso a mais? E as barbas de lenhador de fazer inveja no hipster mais atento? O Mastodon faz bem porque é heterogêneo.

4. Entrega. O guitarrista Brent Hinds faz um show sozinho, se ajoelhando no chão, assobiando no microfone, castigando sua Gibson que ele equilibra na cabeça. A camiseta - que ele podia ter usado no festival de Woodstock de 1969, com a estampa psicodélica - pode até dar uma pista subterrânea de um segredo do som da banda.

5. Afago no público. Antes de Ember City canção na qual o baixista Troy Sanders mostra sua versátil capacidade vocal - ele disse: "vocês têm o maior festival de música do mundo aqui!". Hinds completou: "vocês são da América do Sul e nós somos da América do Norte!". Simpáticos.

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