30 anos sem Ian Curtis

Líder do Joy Division morreu em 18 de maio 1980 e deixou milhares de fãs em todo o mundo

Estadão.com.br e Emanuel Bomfim, do Território Eldorado

18 de maio de 2010 | 10h18

Ícone. "Nós fazemos música para nós mesmos, mas esperamos que ainda assim outras pessoas gostem dela", disse certa vez o líder do Joy Division. Foto: Divulgação

 

 

 

Foi no dia 18 de maio de 1980, há exatos 30 anos, que a música pop se deparou com mais umas dessas mortes inexplicáveis. Ian Curtis, o vocalista da banda britânica Joy Division, era encontrado enforcado na cozinha de sua casa, em Manchester, na Inglaterra. Curtis tinha apenas 23 anos de idade e se preparava para uma turnê pelos Estados Unidos. Antes de morrer, o músico assistiu ao filme "Stroszek", de Werner Herzog, e ouviu "The Idiot", do Iggy Pop.

 

 

Playlist especial:

Confira aqui os grandes sucessos do Joy Division

 

 

Love Will Tear Us Apart

 

 

Considerado uma das vozes mais expressivas do rock britânico dos anos de 1970, Curtis ficou famoso por seu timbre grave - que parecia ser de alguém bem mais velho do que ele -, e por suas letras tristes e depressivas, que normalmente falavam de dor, morte e alienação. O cantor também era conhecido por seu jeito único de dançar, que em muito lembrava os frequentes ataques epiléticos que sofria desde a infância e que chegaram a ocorrer, algumas vezes, em pleno palco.

 

 

She's Lost Control

 

 

No rastro do movimento punk, em 1976, nasceu o Joy Division. Ao lado de Peter Hook, Stephen Morris e Bernard Summer, Ian Curtis, com sua voz grave, acrescentava elementos da eletrônica num rock sujo, experimental, que ganhou o título de "pós-punk". Canções como "She's Lost Control" e a famosa "Love Wil Tear Us Apart" eram símbolo de uma nova fase do pop. O indie rock, hoje em alta, é fruto do que floresceu em Manchester neste período. Após o fim do Joy Division, a cinzenta cidade britânica viu surgir bandas como The Fall, o New Order, A Certain Ratio, Smiths, Stone Roses, Happy Mondays e o Oasis.

 

 

Heart & Soul

 

 

Bastaram dois discos para revolução: "Unknown Pleasures" (1979) e "Closer" (1980). Para muitos, as canções denunciavam a vida problemática do vocalista, que sofria de epilepsia e tinha problemas com a fama. Pressionado psicologicamente, Ian Curtis não conseguia assimilar os problemas pessoais que vivia na época - o divórcio com a mulher Deborah e o caso extra-conjugal com a jornalista belga Annik Honoré.

 

 

Shadowplay

 

 

A morte inesperada de Curtis não estacionou o Joy Division, que depois seguiu como New Order, grupo que mescla rock com música eletrônica. Não demoraram a fazer sucesso. Atualmente, a banda tem como integrantes Stephen Morris, Bernard Summer e Phil Cunningham, já que Peter Hook saiu em 2007.

 

Só ficou perdido o carisma de um rockstar perturbado, melancólico e muito talentoso. Alguns filmes e livros dão conta de registrar a trajetória e contribuição do cantor britânico. Entre eles, está Control (2007), cinebiografia assinada pelo diretor Anton Corbijn. O ator Sam Riley vive o lendário vocalista do Joy Division.

 

 

Transmission

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.