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We’ll always have Paris

A França é tão impregnada em nós que chamamos o pão nosso de cada dia de francês; descubra como passar um dia na França sem sair de São Paulo

Renata Piza, Moda

24 de outubro de 2021 | 05h00

Café da manhã

A França é tão impregnada em nós que chamamos o pão nosso de cada dia de francês. No entanto, um verdadeiro petit-déjeuner, com direito a café au lait acompanhado por croissant, talvez Madeleine, pode ser saboreado em uma boulangerie na zona leste da cidade. E não vai ser difícil encontrá-la. 

O Saint Decor Café Bistrô parece ter sido teletransportado do sul da França para Anália Franco. Tons pastel, bicicleta com cesta florida na calçada, móveis provençais e, claro, o cardápio evocam o país de Maria Antonieta – fã de um brioche.  

10h.

Caminhar não faz mal a ninguém. E algumas pessoas juram ser esse o segredo das parisienses para manter a forma – já que manteigas, queijos, pães e vinhos são parte da rotina delas. Destino: Parque da Aclimação, irmão mais novo do Jardin d’Acclimatation, em Bois de Boulogne, Paris.

Inaugurado há mais de um século e meio por Napoleão III, o parque francês serviu de modelo para o brasileiro, que conserva a tradição de proibir bicicletas em suas instalações. Aqui, andar com calma e perder-se pelos bosques é estar um pouquinho na capital da moda. 

Outra maneira de mergulhar na cultura francesa sem correr para o aeroporto: coloque a leitura em dia na Livraria Francesa, abrigada em Moema depois de anos no centro da cidade e se encontre com Michel Proust ou Arthur Rimbaud no original. 

13h30.

Moules et frites, Riz noir, fruit de mer ou Duo de lentilles avec cha­mpignons? Tudo é bom no menu do Le Casserole, o mais tradicional dos tradicionais franceses de São Paulo, a começar pela localização: o Largo do Arouche

Fundado em 1954 pelo casal imigrante Roger e Fortunée Henry, o bistrô fica em frente à famosa banca de flores da praça – não à toa, as mesas com vista para ela seguem sendo as mais disputadas. Além das receitas clássicas, o Casserole mantém outra tradição: a de finalizar os pratos na frente do cliente. Não saia sem provar o Crêpes Suzette – você já andou para conquistar isso. 

16h.

Mani et Pedi. Para ter uma experiência de beleza à francesa, a pedida é passar na Dominique Beauté, nos Jardins. No Nail Bar Orgânico, com vista para o jardim da casa, vai ser difícil não se apaixonar pelos esmaltes da Kure Bazaar, marca cult francesa. Bateu cansaço? Dá para relaxar com tratamentos de gurus franceses como Joëlle Ciocco, que tem Carla Bruni-Sarkozy entre as clientes, e Christophe Robin, colorista de Catherine Deneuve. 

Corte de cabelo e curso “make nada”, mais francês, impossível, também fazem parte de uma tarde em Paris, que pode ser estendida para sua casa – a variedade de produtos vendidos na Dominque é grande e inclui até fronha de seda para você acordar descansada.  

18h30.

“Você não precisa nascer em Paris para ter um estilo parisiense.” É assim que começa o livro A Parisiense, de Inès de La Fressange, modelo que foi favorita de Karl Lagerfeld, virou escritora, empresária e epítome do visual parisiense. 

A loja dela recém-aberta nos Jardins comprova que o famoso ‘je non sais quoi’ mora na simplicidade dos bons clássicos: um cashmere navy, um jeans branco, camisas de alfaiataria, estampas florais atemporais. Emende a imersão na moda cool parisiense na Isabel Marant, alojada no mesmo complexo do CJ Shops Jardins, e expoente-mor do visual boho que toma Paris desde os anos 1970. 

21h.

Fin, não sem antes subir no Esther Rooftop de Olivier Anquier e degustar um vinho acompanhado de terrine ou camembert e com vista para o centro de São Paulo.

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