Wagner Romano
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Trabalho da joalheria japonesa contemporânea ganha mostra

Composta por joias de 5 designers, mostra na Japan House traz um panorama dos adornos japoneses na atualidade

Alice Ferraz, Moda

21 de maio de 2022 | 06h00

O trabalho da joalheria japonesa contemporânea ganha exposição inédita em São Paulo. Composta por joias de cinco designers, a mostra na Japan House traz para o Brasil um panorama dos adornos japoneses na atualidade 

No mundo da moda, o trabalho realizado por criativos de raízes nipônicas habita um lugar muito próprio e especial. Único e facilmente identificável, o japonismo – como é chamado o estilo – tem representantes célebres na história do nosso mercado. 

Nos anos 1980, nomes como Issey Miyake, Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo foram responsáveis pela chamada “revolução japonesa em Paris”, e injetaram um novo olhar à moda da época, pautado pela inovação, mas também pelo minimalismo e principalmente pela pureza das formas. 

No cenário contemporâneo, a abordagem japonesa para a moda continua a inspirar o mundo com o trabalho de novos expoentes como Tomo Koizumi. O estilista encanta celebridades e fashionistas com suas criações supervolumosas de tule colorido e em 2020 desembarcou em uma exposição solo em São Paulo, na Japan House. 

Agora, o projeto criado no Brasil com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade aborda um novo elemento do universo do vestuário: é hora de falar dos adornos. E é na nova mostra [ÍM]Pares que o trabalho da joalheria contemporânea japonesa entra em foco. 

Com uma curadoria de cinco designers, a nova exposição, que fica em cartaz até o dia 12 de junho, traz um panorama do rico universo de formas, cores e técnicas da joalheria japonesa. 

Na cultura nipônica, os adornos desenvolvidos segundo padrões ocidentais como existem hoje têm suas origens no pós-Era Meiji – período de governo que aconteceu entre 1868 e 1912 e que foi caracterizado pela abertura dos portos, pelo desenvolvimento da urbanização e pela modernização da estrutura econômica do país. 

SENSIBILIDADE. Nos dias atuais, o que se vê na seleção de [ÍM]pares é um verdadeiro show de sensibilidade, com joias que apresentam uma doçura poética e maestria técnica para transformar cada uma em uma obra de arte. 

Quando este é o assunto, Mariko Kusumoto é um dos grandes destaques. A artista, que tem ateliê nos EUA, trabalha com tecidos, fibras, resina e metal e os utiliza como meios para materializar uma visão de novos mundos expressando o encontro das suas referências japonesas e ocidentais. 

Colares que trazem jardins com uma natureza imaginária absurda e absolutamente singulares são destaque na exposição. Emiko Suo, que usa tiras finíssimas de metal para expressar conceitos de tensão e leveza, e Miki Asai, com joias que partem do conceito do wabi sabi – definido pela busca da beleza nas imperfeições –, também se destacam pela inovação. 

Uma dança complexa que cria peças de sonho em uma exposição que, ao abordar o universo da joalheria, traz mais um ótimo exemplo do poder criativo e de execução primorosa de artistas japoneses.

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