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Perfil: Oriente-se

Conhecida pela linguagem autoral e pela excelente modelagem, que agrada a muitos biotipos de mulher, Cris Barros viaja ao Oriente a fim de buscar seu inverno, com toque vintage

Alice Ferraz, Moda

25 de abril de 2020 | 16h00

Enxergar o movimento e a transformação de uma marca de moda passa por acompanhar as mudanças na trajetória da própria estilista. Na minha constante busca por sentido, por que uma marca tem sucesso enquanto tantas outras se perdem no caminho? Sorte? Na minha visão, regida por oito planetas em virgem, a sorte não entra na conta. Criatividade, capacidade de encontrar os melhores gestores para ter como pares, olhar, entender e traduzir desejos femininos, equilíbrio para viver uma vida interessante (o que certamente traz insights para peças-desejo), sem perder o foco no negócio.

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Capa: #modadobem

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Na minha conversa via FaceTime com a estilista Cris Barros, percebo logo que ela preenche todos os campos da minha tese. Conheci a Cris no começo de sua carreira. Ela, à frente de sua então Wardrobe, e eu, assessora de imprensa, duas mulheres da mesma geração com muita energia para realizar nossos sonhos. Cris sempre foi linda, de uma beleza perfeita, doce, quase frágil. A voz e a maneira de se expressar também eram femininas e delicadas.

Enxergar que dentro dela exigia tamanha força e que ela seguiria sua vida fazendo escolhas, às vezes difíceis, mas precisas e com tamanha personalidade, foi algo que não consegui ver à época. Que bom que a vida nos recolocou em contato e, nessa tarde chuvosa de quarentena, pude me conectar com o que chamo de “força selvagem” da mulher, um arquétipo que segue instintos com bravura e que continua conectado com a nossa alma feminina. “Acredito que a mulher tem muitos dons e pode fazer várias coisas ao mesmo tempo. Somos independentes, fortes e conseguimos ser multifacetadas. A moda que faço, com certeza, reflete muito quem sou”, conta ela.

O mais importante para Cris é tratar seu trabalho com todo o amor e emoção. Quando cria, gosta de imaginar essa mulher sendo transportada para um universo específico. Essa emoção que sente fica clara em nossa conversa. No caso da coleção Inverno 2020, Cris desenhou uma viagem ao oriente ancestral, com seus contos e lendas, explorando a beleza das coisas não convencionais.

Em uma jaqueta jeans, uniu tecidos indianos vintage com pespontos bordados à mão, usando a técnica ancestral Kantha. “Garimpamos o tecido na Índia com pequenos vendedores e montamos os patchworks”, explica. O resultado combina a delicadeza do artesanato com um upcycle único, tendência que anda ocupando cada vez mais espaço dentro de marcas que buscam sentido.

Sua modelagem é outro ponto alto. “Me questiono constantemente sobre novas formas  e conceitos”, conta a estilista. Talvez esse seja o mistério por traz de tanto sucesso em suas coleções. Sou prova de que as modelagens de suas roupas vestem todos os tipos de mulher. Sua roupa coloca o que tenho de melhor em evidência e “disfarça” pontos não tão interessantes. Assim como deve ser a moda, vestida de Cris Barros me olho em minha melhor versão.

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