Leonardo Albertino
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O Beijo de Marte

Agora é quando o heroísmo ressurge do fundo da alma humana para devolver o beijo a Marte e demonstrar que juntos somos mais

Oscar Quiroga, Moda

03 de outubro de 2020 | 16h00

Enquanto em junho passado Vênus deu um beijo na Terra, pela sua aproximação, agora em outubro, especificamente no dia 13, será a vez de Marte dar um beijo na Terra e, como vocês podem muito bem imaginar, esse não será tão gostoso.

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A irritação crescente, a falta de paciência, a intolerância, todas as formas de distanciamento social, não provocadas pela higiene e prevenção das doenças, mas pelo sectarismo, essas são expressões de Marte se aproximando para nos dar seu beijo.

Em escala global, vimos também os fogos devastadores consumindo florestas centenárias e a tristeza profunda que isso nos causa na alma, testemunhando o extermínio de fauna e flora.

Marte, porém, não é todo negativo, porque é nossa adrenalina, a energia que nos faz sair da inércia e tomar iniciativas que, mesmo atrapalhadas, significam avanço e dinâmica.

Do fundo do meu coração, exorto todos vocês a trabalhar incansavelmente em prol das suas pretensões e interesses, estabelecendo uma competição consigo mesmos, de modo a quebrar recordes de horas se esforçando para que os planos se concretizem.

Nada esperem cair de presente do céu, se posicionem no lugar de quem precisa dar tudo de si para arrancar da vida os resultados que todas as contrariedades, adversidades e contratempos parecem negar, sem contar, é claro, que a péssima governança política não apenas deixa de ajudar, como também atrapalha bastante.

Tudo parece contra a satisfação do melhor de nossos destinos, mas a história confirma, o melhor de nossa humanidade sempre surge dos momentos de maior enfraquecimento, nos quais tudo parece indicar o fim, o decaimento.

Nossa capacidade humana de regeneração tem a mesma, ou maior ainda, força que as contrariedades que nos castigam e atormentam.

Este é o momento de provarmos a nós mesmos o quanto valemos, colocar em prática nossa fibra, não nos deixando vencer por picuinhas, mesmo que essas pareçam dragões ferozes soltando fogo pelas narinas.

Agora é quando o heroísmo ressurge do fundo da alma humana para devolver o beijo a Marte e demonstrar que juntos somos mais.


Oscar Quiroga é um astrólogo argentino naturalizado brasileiro. Uma das sumidades no assunto, ele ocupa hoje a Cadeira de Letras Astrológicas da Academia de Letras do Distrito Federal

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