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Muito além do creminho

Seguindo a tendência dos produtos multitasking, marcas trazem suas apostas para facilitar as rotinas de beleza e melhorar a performance de seus lançamentos

Renata Brosina, Moda

03 de outubro de 2020 | 16h00

Foi-se o tempo em que uma base era apenas uma cobertura para disfarçar imperfeições e o produto de skincare deixou de ter uma textura qualquer – e fragrância que não agrada nem a gregos, nem a troianos. O fato é que, atualmente, as exigências dos consumidores vêm, cada vez mais, desafiando as marcas no desenvolvimento de fórmulas que abracem rótulos multitasking – e tirem, completamente, sua única função da zona de conforto.

Em 2014, as prateleiras das lojas de cosméticos receberam um boom de novidades que traziam multifunções – do tratamento à cobertura perfeita. Entre os queridinhos da época, o Dreamskin, da Dior, que não era classificado como sérum ou creme. Ele era um combo para a pele dos sonhos: um híbrido para quem buscava praticidade.

No ano seguinte, o backstage da Giorgio Armani, durante a semana de moda italiana, apresentou o Crema Nuda, um creme com tonalidade que elevou a combinação entre maquiagem e skincare a outro nível de luxo – e acabou com aquela ideia fixa de que make ups podem ser agressivas à pele. A nova exigência dos consumidores? Fórmulas com performance, que ultrapassam os limites do básico e acompanhem as necessidades do dia a dia. A norte-americana Clinique foi uma das pioneiras a apresentar itens hipoalergênicos na sua cartela de produtos e, consequentemente, inspirou outras marcas a seguir o caminho de conscientização sobre o que faz bem para a pele.

Em solo brasileiro, esse foi o desafio aceito por Guilherme Priante, CEO e fundador da Beyoung. “Se você olhar hoje para o mercado de beleza, a maquiagem ainda é composta por marcas que só se preocupam com cor, acabamento, efeito e durabilidade, mas, muitas vezes, elas têm matérias-primas que fazem mal para a pele”, afirma. “Por exemplo, algumas mulheres precisam usar base para esconder a acne. Mas, quando elas removem o produto, a pele está pior, porque a maquiagem fez mal para aquela inflamação”, explica o executivo que é pioneiro no conceito de Smart Beauty no Brasil. “Em maquiagem ou skincare, vamos contra a tendência da longa beauty routine coreana. O nosso mantra é simplificar a relação com a beleza”, diz Priante.

Nesta mesma filosofia, Carolina Filgueiras, CEO da Santapele, diz que a praticidade é palavra-chave e grande aliada da alta performance no lançamento de fórmulas para os shampoos, condicionadores, shower gel e loções hidratantes de cuidados diários. “Procuro criar produtos diferenciados para o dia a dia. A facilidade disso está em não precisar ir a grandes especialistas a todo momento, como um salão de cabeleireiro, para fazer uma hidratação”, explica ela. “Penso em uma manutenção diária da saúde dos fios e da pele, além da busca para desenvolver cosméticos veganos que enriquecem a proteção natural do couro cabeludo e a fotoproteção da pele”, diz Carolina, que trabalha de forma intuitiva para lançar itens de beleza com foco no bem-estar.

Com tantas ferramentas tecnológicas e conhecimento de ingredientes que podem ser o grande elo entre várias funções, os novos caminhos passam por apresentar ideias que façam a diferença na rotina de beauté. Afinal, hoje, esse é o propósito que faz sentido no mundo dos frascos de shampoo e paletas de blush.

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