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Fertilidade: Meus óvulos, minhas regras

Criada em 2020, a Fertilid mapeia as reservas ovarianas e ajuda as mulheres a programar a maternidade – e a própria vida

Renata Piza, Moda

01 de maio de 2021 | 23h00

Você sabe como anda seu fundo de reserva ovariana? Bom, se você não está tentando engravidar, sem sucesso, há algum tempo ou vai passar por algum processo cirúrgico nos órgãos reprodutivos, provavelmente nunca se deparou com um exame que diga quantos óvulos estão disponíveis no seu corpo em dado momento – e o que isso significa.

Mas, se depender de Amanda Sadi, essa história vai mudar em breve. Criada por ela no ano passado, a Fertilid nasceu para informar e, consequentemente, empoderar as mulheres. “Não se trata mais de saber se uma mulher quer ou não engravidar, mas de quando”, diz. “E isso tem um impacto enorme em muitas áreas da vida de todas nós, do planejamento familiar ao de carreira, do intercâmbio às escolhas dos seus relacionamentos.”

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Sim, informação é poder. E foi justamente por não saber do que se tratava a tal reserva ovariana, ou melhor, que era possível monitorar o próprio potencial reprodutivo, que Amanda teve o insight para desenhar a Femtech. Filha de médico, um dos seus sócios na empreitada, ela descobriu que sua reserva estava baixa, aos 30 anos, antes de embarcar para Nova York e assumir um posto alto em uma das Big techs. “Fui fazer um check-up antes de embarcar e estava com teratoma no ovário, endometriose e, o que mais chamou sua atenção, baixa reserva ovariana. Eu nem sabia que existia um exame que mostrasse isso e acabei descobrindo num susto, sem saber o que deveria fazer com aquela informação.”

Dois anos depois, a Ferlitid conseguiu criar um auto exame rápido e acessível para monitorar o hormônio anti-Mülleriano (AMH) – o “mensageiro” que diz se suas reservas estão na média para sua idade, acima dela ou em declínio. E inverteu assim a lógica de agir só a partir de um problema. “Normalmente, a mulher faz esse exame em um momento difícil para ela, depois de já ter tentando engravidar algumas vezes. Queremos dar a opção de ela se antecipar e poder, inclusive, juntar dinheiro se precisar fazer uma inseminação, um processo bastante caro.”

E não se trata só de maternidade, vale ressaltar. A menopausa também entra na equação e, claro, a saúde feminina como um todo. Pela primeira vez, poderemos entender e nos preparar para lidar com cada momento da nossa janela reprodutiva, sem ficar na base do achismo. “A gente fala sobre menstruação, primeiro sutiã, educação sexual. Vamos acrescentar um quarto layer”, explica. 

Sem sair de casa

Como muitas inovações, o exame da Fertilid é simples. Ele é enviado para casa de cada mulher, é zero invasivo e, segundo Amanda, indolor. “Usamos a mesma técnica do teste do pezinho, ele é feito via sangue capilar.” Ou seja, depois de furar o dedo, o teste pode ser despachado pelo correio em até dois dias, sem necessidade de refrigeração. O resultado vem em uma linguagem explicativa e acolhedora, e indica, se necessário, a procura por um médico especialista. 

“No fim do dia, estamos colocando nas mãos das mulheres as informações sobre seus direitos reprodutivos, que podem ou não culminar em uma gravidez. É algo revolucionário.”

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