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lifestyle: Luxo é ser simples

A influenciadora digital Paulinha Sampaio conta aqui sobre o Vila Naiá, na Bahia, eleito um dos melhores hotéis de praia do mundo

Paulinha Sampaio, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2021 | 07h00

Refúgio: lugar para onde se foge para escapar de um perigo; local tranquilo que oferece paz, tranquilidade, sossego; retiro; refúgio ambiental. Começo a dissertar sobre minha experiência no Vila Naiá com o significado da palavra refúgio. Mas também poderia dar início a este relato contando sobre a palavra Corumbau, onde está localizado tal paraíso, na Bahia, que na língua dos indígenas pataxós quer dizer “longe de todas as preocupações”. Um lugar para se retirar, se reencontrar e se reconectar. Foi assim que me senti ao pisar na região, cercada pela mata e de frente para uma praia deserta. 

Os dias que antecederam a viagem vinham sendo tão corridos que, confesso, foi preciso esforço para desacelerar. Mas ao sentir a areia nos pés, o vento no rosto e observar o tempo da natureza, entendi que mesmo eu, hiperconectada com o mundo, poderia sim encontrar por lá um lugar de conexão comigo mesma. Acostumada às belas praias no meu Estado, o Ceará, o que buscava estava muito além de águas mornas e uma paisagem deslumbrante.

O spoiler: encontrei o que procurava e me surpreendi por ter superado minhas expectativas. Fui recebida na porta por um dos simpáticos membros do Vila Naiá e acompanhada até meu bangalô, de arquitetura luxuosa, mostrando que o máximo do luxo é inspirar-se no simples, neste caso, nas moradas dos pescadores. Com decoração aconchegante, dormi ao som das ondas e acordei com o barulho dos coqueiros ao vento. Pela janela foi possível ver a natureza exuberante, como pintada em uma tela. 

Antes de a categoria glamping (glamour + camping) se tornar tendência de hospedagem internacional, a empreendedora Renata Mellão chegava a Corumbau para construir seu Vila Naiá. Eleito pelo Condé Nast Traveller UK como um dos melhores hotéis de praia do mundo, o local proporciona vivências únicas, como nadar com plânctons, jantar à luz do luar à beira-mar, rituais de purificação da tribo Pataxó, avistamento de baleias e de estrelas cadentes. Lá tudo é feito à mão e em fina sintonia com o meio ambiente. 

Da cozinha, pude sentir e provar um pouco da culinária afetiva e do sabor da Bahia. Os pratos são resultado da contribuição de diversos excelentes chefs da gastronomia brasileira, entre eles Maria Alice Solimene, Rafael Rosa e Erick Zelazowski. Privilegia ingredientes da horta 100% orgânica do hotel.

Imersa nesse universo, aproveitei os dias para fazer coisas ao meu tempo, uma experiência em slow motion. A gente só se dá conta do quanto uma pausa assim é necessária quando nos propomos a fazê-la. Meditei, treinei ao ar livre, li livros e apreciei a vista, o tempo, a calmaria. Sem dúvida, um lugar que nos mostra o quanto o simples se faz essencial.

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