Björn Wallander
Björn Wallander

Lifestyle: Caos em harmonia

Rei do maximalismo e da emoção, em que imperam cores e texturas, Sig Bergamin está em nova fase. Com livro publicado pela editora Assouline, ele conta por que segue sendo a grande antena parabólica do design de interiores

Ana Carolina Ralston, Moda

28 de março de 2020 | 17h00

Os estudos cromáticos afirmam que o branco é a união de todas as cores. Mesmo assim, é de se surpreender que o estúdio do arquiteto e designer de interiores Sig Bergamin seja assim, da chamada “cor da luz”. “Meu espaço de criação precisa ser uma página em branco, para que nela eu possa romper com todas as cores, formas e texturas”, explica ele. De fato, é exatamente isso que faz: Sig surpreende, inova e transforma tudo que toca em emoção. A escolha da editora Assouline pelo seu nome é clara. Poucos no mercado mundial possuem tamanha versatilidade, sem perder a marca registrada. A isso, o paulista nos dá a chave, e ela se resume a uma frase: “A assinatura do designer de interior não pode ser maior que a do próprio cliente”.

Nos últimos anos, no entanto, Sig voltou a reinar no universo que lhe é de direito. Esta nova fase é pautada por uma característica digna dos grandes: o desprendimento e a humildade de seguir se reinventando, sempre com olhar para o hoje. 

“Ele é capaz de catalisar a informação recebida pelos clientes, traduzir o lifestyle deles e materializar tudo isso em um ambiente”, explica Murilo Lomas, parceiro do designer tanto na intimidade quanto nos negócios. A entrada do também visionário arquiteto na vida de Sig há 11 anos trouxe uma visão fresh e contestadora ao trabalho. “Discutimos cada detalhe. Ele traz um olhar novo e me instiga a seguir atual”, diz Sig.

Entre os mais recentes projetos da dupla, está o JHSF, primeiro aeroporto privado para aviação executiva do País. Localizado a 60 km de São Paulo, o espaço tem arquitetura e design de interior assinados pelo escritório. Com tantas ideias em execução, a Assouline já está formatando o segundo livro sobre o brasileiro. “Suas obras refletem essa infinidade de coisas a ser compreendidas, vividas e devoradas, essa imensa curiosidade desprovida de preconceitos; e é com essa generosidade de referências que ele constrói seu próprio universo, intimamente, uma sala de cada vez”, declara Vik Muniz, autor de inúmeras obras que compõem os espaços assinados por Sig. Como diz o próprio, menos é apenas mais quando mais não é bom. E isso é raro de acontecer.

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