REUTERS/Jason Lee
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Giorgio Armani prepara sucessão entre parentes e amigos mais próximos

Estilista de 86 anos deve passar o comando para seu assistente Leo Dell'Orco e sua sobrinha Silvana

Reuters e AFP, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2021 | 09h00

O estilista Giorgio Armani, de 86 anos, deu pistas sobre seus planos de sucessão nesta segunda-feira, 21, dizendo que está preparando seu futuro com seus assessores mais próximos após apresentar a mais recente coleção masculina. 

Armani que, em fevereiro de 2020, foi o primeiro designer de moda italiano a fechar desfile ao público enquanto a pandemia atingia a Itália, foi um dos poucos a promover evento ao vivo durante a atual semana de Moda de Milão. "Eu amo fazer isso aqui, onde eu comecei, aqui é minha casa", disse Armani a jornalistas no jardim de sua sede de Via Borgonuovo, na região central de Milão, onde sediou o desfile do lançamento de sua coleção Primavera/Verão 2022.

Conhecido como "Rei Giorgio" no mundo da moda, Armani mandou alguns de seus modelos à passarela usando máscaras de proteção. "Precisamos ser cuidadosos, podemos facilmente cair de volta no abismo", disse.

Armani, vestido em seu tradicional conjunto de camiseta e calças azul escuro, cumprimentou e agradeceu ao público no final do evento, de mãos dadas com seu braço direito, Leo Dell'Orco. 

"Grande parte da coleção é obra dele. Leo trabalha comigo há 67 anos e, ao longo dos anos, ele se tornou mais maduro, mas também mais cabeça dura", brincou Armani. "Leo é bom com a moda masculina, assim como a Silvana (sobrinha de Armani) é com a feminina. Estou preparando meu futuro com pessoas próximas de mim", acrescentou Armani sobre a continuidade da grife. 

Na segunda, 21, Armani apresentou um retorno às origens, com uma coleção masculina muito esperada, na qual misturou liberdade de movimentos e extrema elegância, destaque da Semana da Moda de Milão.

Esta coleção primavera-verão 2022, intitulada “Volta para onde tudo começou” e apresentada em dois desfiles sucessivos, reivindica o classicismo da marca, mas revisitando-o e injetando um toque de leveza.

"Minha nova coleção reflete meu estado de espírito após a pandemia: é muito clássica em certo sentido, mas também informal", disse Giorgio Armani a um grupo de jornalistas no final do desfile. "E é claro que eu queria que a coleção carregasse minha marca registrada, uma certa elegância sem esforço."

O paletó tradicional foi revisitado, mais refinado em alguns modelos, mais informal em outros, com conjuntos de colete e paletó usados com bermudas ou calças largas pregueadas, camisas com gola Mao ou com estampas geométricas. 

O casaco desconstruído e sem forro, emblema da marca desde a sua fundação em 1975, também ocupa um lugar central na coleção, proporcionando um estilo "dândi" e esportivo. A silhueta do homem Armani é flexível e sofisticada, os cortes são simples e os materiais, fluidos, dando uma sensação de leveza. 

Entre os materiais, o algodão, o linho, a seda e o cetim dominam. A paleta de cores varia do azul, onipresente, ao bege arenoso ou gelo, sem negligenciar o preto, a cor fetiche de Giorgio Armani

Armani foi o último dos três pesos pesados a organizar desfiles presenciais em Milão, onde a Semana de Moda termina nesta terça-feira, 22, depois da Dolce & Gabbana, no sábado, e do Etro, no domingo. A grande maioria optou pela divulgação por meio de vídeos gravados ou curtas-metragens via internet.

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