EFE/EPA/DANIEL DAL ZENNARO
EFE/EPA/DANIEL DAL ZENNARO

Emporio Armani comemora seus 40 anos em Milão

Giorgio Armani criou coleção inspirada em países africanos e orientais

AFP, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2021 | 08h34

A respeitada marca Emporio Armani celebrou nesta quinta-feira, 23, os 40 anos de sua fundação com um desfile em Milão que presta homenagem à "moda democrática" e acessível, que soube se adaptar ao gosto de um público jovem, urbano e irreverente.

Giorgio Armani, o primeiro a fechar as portas ao público há 18 meses, quando a covid-19 começou a se espalhar na Lombardia, irradiava felicidade ao apresentar sua nova coleção a um público de convidados seletos no segundo dia da Semana da Moda milanesa. 

"Receber o público é emocionante. Embora agora a palavra passe para o público. Como sempre, nos exporemos ao seu julgamento", comentou o criador da marca italiana.

O estilista, que revisou alguns dos símbolos da empresa, continua experimentando depois de tantos anos e usa materiais inovadores, como quando lançou a marca em 1981 e estabeleceu no panorama internacional.

Armani, que desde então aposta em oferecer roupas funcionais e ao mesmo tempo elegantes a preços acessíveis, continua conquistando a audiência com suas propostas, peças às vezes unissex, blazers amplos, de corte perfeito, que todos querem ter no próprio armário, como uma joia. 

"Lembro do dia em que desenhei o logo da águia, que se tornou em seguida no logo da Emporio. Estava falando por telefone com Sergio Galeotti, meu sócio da época, que me dizia: 'Temos que criar nossa própria Lacoste'. Pensei, o que será que voa alto sobre todo mundo? Pois então, a águia", contou. 

A chamada "revolução silenciosa", que Armani causou no mundo da moda, sobrevive há quase meio século graças à introdução do denim, com o qual abriu o desfile em Milão com jeans em patchwork. 

A elegância e a sobriedade se destacam na nova coleção, inspirada em países longínquos, com calças fluidas que evocam o deserto, camisas de gola Mao e cores vivas de terras distantes.

Suas roupas não são rígidas, mas sempre leves, flexíveis, em linho ou seda lavada.

Como faz para continuar inovando? À pergunta, o estilista responde sem hesitar: "Olhando ao meu redor e não fazendo o que me propõem. Essa é a minha forma de pensar e nunca vou me render", admitiu.

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