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Cuidado em harmonia

Não basta deixar a pele mais bonita com produtos de qualidade. Consumidores privilegiam também empresas preocupadas com a sustentabilidade das cadeias de produção

Marilia Neustein, Moda

30 de maio de 2020 | 16h00

Em tempos de isolamento, estamos revendo nosso consumo em todos os segmentos – e nunca se levou tão em conta a composição dos produtos de beleza, a cadeia produtiva da qual participam as marcas e as principais matérias-primas utilizadas. É importante contribuir para a autoestima da mulher, claro, mas sem agredir a natureza e respeitando um novo comportamento que tem tomado força nos últimos tempos.

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Ilana Braun, fundadora da Dermage, defende a tese de que este momento pede cuidados focados tanto na saúde quanto na beleza. A marca funciona como um híbrido entre a indústria de cosméticos e a farmacêutica. “Nosso grande foco sempre foi o que chamamos de beleza saudável. As pessoas não querem apenas produtos que as deixem mais bonitas, mas também aqueles que fazem bem à saúde.” Um dos exemplos criados pelo grupo, segundo Ilana, é o batom da marca, um produto estético, mas que contém filtro solar.

Mariana Soares, diretora da Vyvedas, também parte do mesmo raciocínio. Desde quando a marca surgiu, em 2004, os conceitos tão em voga nos dias atuais já faziam parte do cotidiano da empresa. “Algo que o consumidor presa atualmente são os produtos de beleza atrelados à higiene. O creme para as mãos, por exemplo, é fundamental para o cuidado da pele que resseca muito com o álcool em gel e as tarefas domésticas”, afirma.

A aromaterapia é um dos carros-chefes da marca. Segundo a executiva, produtos veganos, óleos essenciais e substâncias que não agridem o meio ambiente fazem todo o sentido nesta fase. “A nossa tradição vem do wellness e, até hoje, somos reconhecidos pelos óleos de massagem puramente vegetais. Atualmente, no entanto, a linha mais procurada é a voltada para o cuidado dos cabelos, por ser vegana e de alta performance. Os cabelos, muitas vezes, parecem estar em segundo plano neste momento em que as mulheres não estão indo tanto aos salões, mas, por serem ‘a moldura do rosto’, requerem cuidado.”

A pandemia nos fez repensar a palavra cuidado, não só em relação a nós mesmos, mas também em relação à sociedade. Isso nos conecta diretamente à cadeia produtiva das marcas. Os consumidores estão ávidos em saber a origem da matéria-prima e todo o processo que ela percorre até chegar, em forma de produto, às residências.

A Dermage, explica Ilana, está de olho nesse caminho. “Trabalhamos junto com os dermatologistas, que acompanham todo esse processo. Nossos produtos possuem um estudo de eficácia e procedência e, para isso, temos um board de médicos atestando cada um deles. Estética e saúde caminham de forma conjunta”, conclui. “É maravilhoso ver essa mudança de comportamento e fazer parte desse novo projeto de sociedade.”

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