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Um olhar sobre o mundo e a moda, por Alice Ferraz

Alice Ferraz, Moda

12 de dezembro de 2020 | 16h00

Tentar concluir um ano sem conclusão. Todo ano precisa ter um final e, nesse final, um balanço do que foi. Mas este 2020 parece deixar uma porta entreaberta. Um olhar para o que aconteceu será inevitável. Um olhar para o que não foi, também. Encontros perdidos, comemorações postergadas, cerimônias que, como ritos de passagem, deixados de lado, abriram um vazio. Esses momentos não realizados formam uma narrativa pautada no que não aconteceu “por causa da pandemia”.

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A festa de 15 anos que não aconteceu, o casamento religioso que não foi celebrado, a viagem de 50 anos que ficou suspensa, a despedida de quem partiu e deixou parentes e amigos sem o rito da despedida.  E suspensos os ritos, parte do valor que atribuímos aos momentos também fica suspensa. Parte da vida em ritmo de espera.

Por isso, quando pensamos na nossa capa de dezembro, quisemos trazer mulheres que mesmo sem rituais e cerimônias, com seus planejamentos colocados de lado e nossas esperanças postas à prova, não sucumbiram e inspiraram mulheres de todo o Brasil a acreditar que era possível não só sobreviver, mas construir. Essas mulheres tiveram força e coragem para não desistir, inteligência e equilíbrio para navegar para frente em tempos desafiadores e a energia pura da criação para realizar projetos que nos transformassem a todas.

Luiza Trajano, Natalia Pasternak, Nina Silva e Preta Gil simbolizam nesta capa o melhor da mulher contemporânea. Sem se calar nos momentos mais difíceis, inspiram, agregam, lutam, se transformam e constroem.

Fui tocada de várias formas pela generosidade de suas falas e atitudes durante este ano. Minha gratidão e extrema admiração pela jornada de cada uma. E, como contei na nossa primeira edição da Revista Moda, a palavra moda vem do latim, “modus”, que significa modo de agir dentro de um contexto histórico. A moda como simbologia do comportamento de um tempo. Sendo hoje o tempo de 2020.

Se 2020 fosse um filme, e um dia pelo seu impacto em toda uma geração, e será, eu gostaria de assistir a mulheres como Luiza, Natalia, Nina e Preta sendo as protagonistas que são.

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