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Cabeça feita

Símbolo de fantasia e distinção, o chapéu volta neste verão como desejo fashionista e é tema do novo livro lançado pela Maison Dior

Alice Ferraz, Moda

12 de dezembro de 2020 | 16h00

No ano em que o mundo parou, a moda mudou. Mas as transformações têm mais a ver com como a enxergamos e a usamos do que com tecidos, construções e estilo. Se a moda é a maneira como nos vestimos – símbolo e referência de um tempo –, a de 2020 passou por uma verdadeira revolução, assim como nossas vidas, nossos valores e desejos. Desconstruídos, reconstruímos nossa visão de mundo, de nós mesmos e de como queremos nos apresentar daqui para frente. Estamos em um processo de transformação intensa na qual o que usávamos é questionado com olhar profundo para ver o que ainda “cabe” no novo eu que habita nesse novo mundo.

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Neste momento de intensa revelação, o chapéu surge, ou melhor, ressurge como protagonista em muitas das coleções de 2020. De Kaia Gerber desfilando o chapéu-coco, na Chanel, aos de palha em estilo boater, da inglesa Erdem, passando pelos berets, de Marc Jacobs e Zimmerman, e os buckets hats, de Adidas a Dior, eles se tornam o principal item fashionista da temporada.

Stephen Jones, modista de chapéus da Dior – que, desde 1996, assina as peças da Maison –, comenta de forma divertida a dualidade da peça no novo livro da grife, Dior Hats: A Arte do Chapéu de Christian Dior a Stephen Jones (Rizzoli, US$ 55), lançado em setembro passado. “Eles têm função ou são fantasia? A função do chapéu moderno da Dior é a fantasia para levá-lo àquele lugar que nunca sonhou que poderia visitar. Levá-lo a ser pessoa dos seus sonhos”, conta.

Nas primeiras páginas da publicação, devidamente chamada de “uma introdução muito pessoal”, Jones relembra como começou seu interesse pela área e revela histórias pitorescas de sua carreira e início na Dior, 24 anos atrás, ao lado de John Galliano. O livro também nos brinda com frases do próprio Monsieur Dior, que se tornou o símbolo máximo de elegância e que apresentou o acessório em cada uma de suas 22 coleções, de 1947 a 1957. Como diria ele, “o chapéu é a melhor maneira de expressar sua personalidade”. De fato, a afirmação é mesmo de tirar o chapéu!

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