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Tendências: Back to Black

Sinônimo da força e independência da mulher há décadas, o preto volta a ocupar o primeiro lugar nas passarelas internacionais

Renata Brosina, Moda

28 de março de 2020 | 17h00

Básico, clássico, icônico. São muitos os apelidos dados à cor que pontua há 80 anos a história da moda. 

Se Coco Chanel levou o preto ao patamar da elegância, quando disseminou a cor em roupas, inclusive, inspiradas nas vestimentas das freiras do austero convento onde cresceu, em Aubazines (tema de sua coleção de verão 2020, por Virginie Viard), Yves Saint Laurent também levou a tonalidade escura para os smokings que migraram para o guarda-roupa feminino. Décadas mais tarde, Dolce & Gabbana trouxe a sua mulher siciliana para a passarela, a bordo de conjuntos e vestidos rendados da cor, com direito até a véus. Para essas grifes, o preto é uma certeza, e isso parece ter voltado novamente às passarelas internacionais nesta temporada.

Reforçando a ideia, o inverno 2020 comandado por Domenico Dolce e Stefano Gabbana apresentou 62 looks (dos 121 desfilados) com foco no preto. Crochês e tricôs, que retratam o fatto a mano, fizeram parte da celebração da dupla ao trabalho dos artesãos – a tradição italiana como temática para a coleção. Até o shape emblemático da grife, com cintura marcada e decote princesa em vestidos com fendas, vem na cor icônica – uma diversidade de versões e materiais que envolvem o conceito do “black look”.

Já na Chanel, Kaia Gerber, nossa cover-girl, chamou a atenção com seu vestido preto com estrutura off-shoulders e manga bufante, em meio a um cenário minimalista. De acordo com Virginie Viard, diretora criativa da maison, a escolha pelo cenário simples (e muito chique, claro) foi basicamente para deixar o foco apenas para a roupa. E assim foi. Uma apresentação que mostrou a cor em versões monocromáticas ou contracenando com sua dupla preferida: o branco.

Na Balenciaga, um dos desfiles mais falados da temporada por sua apresentação imersiva, os 15 primeiros looks, dos 120 desfilados, são all black, e 66 têm o preto como tom principal. O conceito do preto como poder e austeridade demonstra  uma constante observação  do  estado do mundo. O preto dos novos anos 20 traz força e feminilidade, esta antes atribuída, principalmente, ao rosa. A pergunta que fica é: será que “black is the new pink”?

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