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Astrologia: Me ataca

Oscar Quiroga comenta a influência dos astros nas próximas semanas

Oscar Quiroga, Moda

29 de agosto de 2020 | 16h00


A partir de 9 de setembro, nosso belo e assustado planeta Terra se aproxima de Marte, numa coreografia que atingirá seu ápice no dia 13 de outubro, quando, coincidentemente, Mercúrio começa a retrogradar também. Ou seja, vem confusão por aí, como se já tivéssemos pouca para administrar.

A relação entre Marte e a Terra é uma espécie de aviso cósmico sobre o que pode acontecer com nosso planeta, caso nossa humanidade continue insistindo em resolver seus problemas com violência, em vez de sabedoria.

Antigamente, a mitologia de Marte não era a guerra, mas a fertilidade, e a ele eram dedicadas todas as festividades e rituais propiciadores de boas colheitas e de concepção de uma progênie sábia e forte. Em algum momento obscuro da história mitológica de Marte, ele abandonou sua inclinação à opulência da natureza, se voltando na direção da guerra, da violência e da destruição indiscriminada, sendo associado até hoje com essas características. Dizem que o próprio planeta Marte foi outrora mais belo e exuberante do que a Terra, mas que ficou assim como resultado do equívoco da guerra.

O maltrato que temos infligido à natureza e a nós mesmos por, também, insistirmos na brutalidade, em vez de colocarmos em prática todo o conhecimento que a ciência, a filosofia e todos os saberes que nossa humanidade produziu no curto espaço de 200 anos, coloca em dúvida nossa capacidade de construir um mundo maior e melhor. Porém, afirmar isso seria injusto com todas as pessoas que se esforçam diariamente para usar a sabedoria no lugar da brutalidade para resolver seus problemas e dilemas.

Não podemos ser ingênuos imaginando que, desta vez, o mundo encontrará o ponto de mutação, enterrando para sempre todas as formas de violência que se manifestam entre nós. Mas podemos, sim, fazer a nossa parte, em nossos relacionamentos íntimos e de trabalho, para que nossas atitudes propiciem a exuberância do desabrochar das potencialidades, em vez de, baseados em emoções mesquinhas, como ciúme e inveja, nos dedicarmos a atormentar nossos semelhantes, os oprimindo e obstaculizando o florescer do que há de melhor neles.

Deixemos, então, a competição para o lugar onde ela merece estar, nos esportes, porque a trazendo para nossos relacionamentos diários incentivamos a brutalidade.

E vamos, aos poucos, a substituindo em nosso dia a dia por colaboração e cooperação, formas mais sábias e enriquecedoras de construir nossos relacionamentos.  

Oscar Quiroga é um astrólogo argentino naturalizado brasileiro. Uma das sumidades no assunto, ele ocupa hoje a Cadeira de Letras Astrológicas da Academia de Letras do Distrito Federal

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