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Arte para todos os bolsos

A democratização da arte tem atingido o coração (e o bolso) de colecionadores a apreciadores, que veem nesse movimento a chance de adquirir novas peças para suas casas

Gabriel Brito, Moda

12 de dezembro de 2020 | 16h00

Bruno Rampazzo tinha 21 anos quando ganhou sua primeira gravura de peso, assinada pelo ítalo-brasileiro Alfredo Volpi. “Lembro-me de pegar aquela obra e pensar o quanto seria incrível se mais pessoas pudessem sentir o prazer de ter a peça de um grande artista em mãos”, conta ele. O presente, que guarda até hoje, acendeu na mente do empreendedor a vontade de fazer algo que tornasse a arte mais inclusiva. Foi assim que, em 2010, nasceu a Democrart, que traz no nome a sua missão no mundo da arte.

Esse movimento de mercado vai de encontro aos primórdios da história da arte, que durante séculos foi cercada por uma aura de inacessibilidade, restrita às casas e coleções de uma pequena parcela da sociedade, ou então acessível aos olhos do grande público em museus e galerias. Felizmente, temos presenciado atualmente cada vez mais histórias que, pelo amor à arte, mudam o direcionamento da área em busca de novos modelos de negócio.

Fundada por Ana Serra e Renata Castro Silva em 2013, a Carbono Galeria também nasceu com o conceito de promover a acessibilidade à arte. Adriana Varejão, Tomie Ohtake e Paulo Pasta, artistas cujo preço das obras pode chegar aos seis dígitos, são alguns dos célebres nomes que fazem parte do portfólio do espaço. “Focamos na busca de um formato diferente, que abrisse para o sistema da arte contemporânea uma nova porta de entrada, acessível e muito compromissada com a qualidade. Foi aí que surgiu a ideia de fundar a Carbono, uma galeria que apresenta edições de arte contemporânea de artistas de nomes reconhecidos e carreiras estabelecidas”, explica Renata.

Além de galerias, a acessibilidade da arte também chega por iniciativas de instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo. No ano 2000, o MAM iniciou seu Clube de Colecionadores de Fotografia e também o de Gravuras, que funcionam no formato de assinatura e surgiram com o objetivo de fomentar o colecionismo e impulsionar a produção artística brasileira. Cada integrante escolhe entre as opções de associação e recebe edições de obras com curadoria da equipe do museu. Iniciativas que democratizam a arte e abrem um leque de possibilidades para artistas e colecionadores.

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