Fabio Motta/ Estadão
Fabio Motta/ Estadão

Veja repercussão da morte do poeta Ferreira Gullar

Escritor morreu neste domingo, 4, aos 86 anos

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2016 | 14h22

O escritor, poeta e teatrólogo Ferreira Gullar morreu na manhã deste domingo, 4, no Rio de Janeiro, aos 86 anos. Gullar estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio com um quadro de insuficiência respiratória e pneumonia, apontada como a causa da morte. Ainda não há informações sobre o velório.

* Morre Ferreira Gullar, aos 86 anos

Um dos mais importantes literatos da história da literatura brasileira, Ferreira Gullar passeou por vários campos da expressão poética, literária e crítica, quase sempre com um forte tom político. Avesso a rotulações binárias, usualmente se colocava no sentido contrário ao do poder em questão.

MICHEL TEMER, presidente do Brasil:

 

 

LUIS FERNANDO VERISSIMO, escritor:  

"É uma grande perda para as letras e para a sociedade brasileira. Apesar de ter convivido pouco com Gullar, ele era uma pessoa muito agradável  tinha um humor muito próprio. Seu livro 'Poema Sujo' foi uma revelação 

FAGNER, cantor: 

"Eu acordei agora e tinha diversas mensagens de amigos e artistas falando da morte dele. Eu perdi um grande amigo que sentirei muita falta. O Brasil também acabou de perder uma dos maiores intelectuais que esse País já produziu, que toda semana escrevia um artigo sobre os descaminhos dessa nação com lucidez e coragem".

 

ADRIANA CALCANHOTTO, cantora e compositora, no Facebook:

 

PÁGINA DO MINISTÉRIO DA CULTURA:

"O MinC lamenta a morte do poeta, escritor e teatrólogo maranhense Ferreira Gullar. O multiartista faleceu neste domingo (4), aos 86 anos, no Rio de Janeiro.Considerado um dos maiores autores brasileiros do século XX, Gullar teve sua trajetória marcada pelas grandes contribuições dadas ao desenvolvimento da cultura brasileira. Em novembro deste ano, foi um dos 30 artistas condecorados pelo MinC com a Ordem do Mérito Cultural. O marco de sua carreira, no entanto, se deu em 2014, quando o multiartista foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira n 37."

FLAVIO DINO, governador do Maranhão:

   

XICO SÁ, escritor:

ELVIRA VIGNA, escritora:

 

LOBÃO, músico:

 

LÚCIA VERISSIMO, atriz e diretora:

 

INÊS PEDROSA, escritora portuguesa:

 

FERNANDO GABEIRA, jornalista:

 

ANDRÉ VALLIAS, poeta:

 

EDIVALGO HOLANDA JR., prefeito de São Luís:

 


DAN STULBACH, ator:

ANA CAROLINA, cantora:

 

ANTÔNIO CARLOS SECCHIN, poeta:

"Considero [Ferreir] Gullar o mais importante nome da cultura brasileira contemporânea, não só pelo excepcional relevo de sua obra poética, como pelo fato de sua atividade se estender, com desassombro e inteligência, para diversas outras áreas  do pensamento e da criação: as artes plásticas, a ficção, a dramaturgia, o ensaísmo, o debate político"

 

JOSÉ SERRA, ministro das Relações Exteriores

"Recebi, com muita tristeza, a notícia da morte de Ferreira Gullar, poeta maior, ensaísta, crítico de arte, tradutor e amigo querido.

Gullar deixa uma contribuição marcante para a cultura brasileira e, em particular, para nossa língua e literatura. Pioneiro desde os anos 1950, renovou, ao longo de mais de meio século, a poesia do país com uma obra brilhante e inovadora, que lhe valeu a admiração de tantos leitores e inúmeros prêmios - inclusive o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa. 

Ele foi um homem de grande integridade, que soube combater o bom combate de ideias movido por seu amor ao Brasil e pela visão de um país democrático e socialmente mais justo. 

Nesse momento de dor, em que o Brasil sofre perdas tão sentidas, expresso minhas mais profundas condolências aos familiares de Ferreira Gullar e despeço-me do grande amigo com suas palavras:

Corpo meu corpo corpo

que tem um nariz assim uma boca

dois olhos

e um certo jeito de sorrir

de falar

que minha mãe identifica como sendo de seu filho

que meu filho identifica

como sendo de seu pai 

corpo que se pára de funcionar provoca

um grave acontecimento na família:

sem ele não há José Ribamar Ferreira

não há Ferreira Gullar

e muitas pequenas coisas acontecidas no planeta

estarão esquecidas para sempre"

 

 


 

 

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