Walter Craveiro/Divulgação
Walter Craveiro/Divulgação

USP e 'Estadão' lançam na Flip nova fase da Corrupteca

Maior biblioteca digital especializada no assunto no mundo será relançada em evento na sexta-feira, na Casa da Liberdade; veja

O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 20h57

A Corrupteca, a maior biblioteca digital especializada em corrupção do mundo, será relançada na sexta-feira, dia 3 de julho, durante evento na Festa Literária Internacional de Paraty. O projeto foi desenvolvido em parceria entre o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP (Nupps) e o jornal O Estado de S. Paulo. Nesta nova fase, a Corrupteca, ou Biblioteca Digital da Corrupção, lançada no final de 2012, ampliou sua base de 90 mil para mais de 8 milhões de itens pesquisáveis. 

A nova versão integrou em sua base 5.400 fontes de dados entre periódicos, bibliotecas, universidades e outras instituições do Brasil e do mundo. Nela poderão ser coletadas as informações sobre corrupção publicadas no Acervo do Estadão desde sua fundação, em 1875. Outra hemeroteca também incorporada foi a Digital Hispânica, mantida pela Biblioteca Nacional da Espanha. Nela estão as cópias digitais de 173 jornais espanhóis editados desde o século 19.

Outra novidade para os pesquisadores é a base de dados da Biblioteca Digital do Senado Federal, que armazena 226 mil itens produzidos pelo Legislativo. Dos acervos estrangeiros estarão disponíveis para pesquisa as bases da Biblioteca do Congresso Americano, das universidades de Harvard, Yale, MIT e o acervo digitalizado da Biblioteca Nacional da França, com 2,7 milhões de itens. 

A ampliação do repositório de dados foi possível por causa da adoção de outras instituições ao protocolo Open Archive, explica Giovanni Eldasi, diretor de tecnologia da Corrupteca. Com o protocolo, os materiais das instituições ficam visíveis na rede e permitem a integração com outras bases. “Os novos acervos digitais integrados potencializam enormemente a pesquisa científica e as propostas de soluções na área de corrupção, que é o objetivo primordial da Corrupteca”, completa Eldasi.

Segundo o cientista político José Álvaro Moisés, professor da USP e um dos idealizadores da Corrupteca, esta nova fase deixa o projeto “mais robusto, com mais recursos para os pesquisadores”. Ele lembra que a nova fase do projeto ocorre num momento em que a corrupção é o centro da crise do atual governo. “O relançamento dá abertura para estudos científicos do fenômeno.”

“Desde a digitalização integral do Acervo Estadão têm surgido várias frentes de aplicação desses 140 anos de jornalismo. Um dos frutos mais surpreendentes e entusiasmantes é o trabalho com o Nupps em torno da Corrupteca, a linha do tempo da corrupção”, afirma Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado.

O relançamento ocorrerá em evento às 18 horas na Casa da Liberdade, em Paraty, uma parceria entre O Instituto Voto e o Instituto Millenium. No local, Rua Marechal Deodoro, s/n.º, haverá diversos debates sobre os desafios do Brasil, exposição fotográfica de Renan Cepeda e shows de música ao vivo. A entrada é gratuita e a programação está em casadaliberdade.com.br .

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