Tomas Bravo/Reuters
Tomas Bravo/Reuters

Um ano sem Gabriel García Márquez

Homenagens ao escritor se espalham pela Colômbia; leia frases e veja os títulos publicados no Brasil e os mais vendidos

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 12h22

Autor de clássicos como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera, Prêmio Nobel de Literatura e um dos pais do realismo mágico, o colombiano Gabriel García Márquez morreu há um ano, em 17 de abril de 2014, aos 87 anos, no México, onde vivia. Para lembrá-lo em seu primeiro aniversário de morte, Bogotá inaugurou grande mural com a imagem do escritor, as bibliotecas estão promovendo leituras nesta sexta-feira, dia 17, e a Biblioteca Nacional da Colômbia abriu exposição dedicada a escritor mais famoso do país. Além disso, a Feira do Livro Guadalajara anunciou que homenageará, este ano, Macondo - pela primeira vez uma cidade imaginária é escolhida. 

Nascido em 6 de março de 1927, em Aracataca, Gabo foi a figura mais popular da literatura hispânica desde Cervantes. Só no Brasil, seus livros venderam, ao todo, 2,3 milhões de exemplares. O título preferido do leitor brasileiro é Cem Anos de Solidão - segundo a Record, que publica a obra do Nobel aqui, foram comercializados mais de 390 mil exemplares. Na sequência aparecem Memórias de Minhas Putas Tristes (357 mil exemplares) e O Amor nos Tempos do Cólera (341 mil cópias).

A procura pelos livros de Gabriel García Márquez aumentou com o anúncio de sua morte e a Record, que trabalhava na reedição dos títulos com novo projeto gráfico, correu para imprimir novas tiragens dos títulos de ficção do autor. Ele deixou um inédito, En Agosto Nos Vemos, mas de acordo com a editora a família não quer publicá-lo.

Em maio, ele foi homenageado na mostra Borbo Letras, com trabalhos de caricaturistas de todo o mundo expostos no Memorial da América Latina. Meses depois foi publicada a história em quadrinhos Gabo - Memórias de Uma Vida Mágica (Veneta), com roteiro de Óscar Pantoja e ilustrações de Miguel Bustos, Felipe Camargo, Tatiana Córdoba e Julián Naranjo. Além disso, uma entrevista concedida por Gabo a Xavi Ayén foi incluída em Rebeldia de Nobel: Conversas com 16 Autores Prêmios Nobel de Literatura (Tinta Negra). Ele está ao lado de nomes como Doris Lessing, Nadine Gordimer, Günter Grass, Imre Kertész, Naguib Mahfuz, Gabriel García Márquez, Toni Morrison, V. S. Naipaul, Kenzaburo Oe, Wole Soyinka, Wislawa Szymborska, Derek Walcott e Gao Xingjian. O livro traz ainda fotos feitas por Kim Manresa. 

Outra novidade que agradou os fãs foi o anúncio, na Colômbia, de que cédulas trariam impressas o rosto do escritor. Também no último ano, a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, comprou o arquivo do Nobel. Por US$ 2,2 milhões, ela levou vários manuscritos, duas mil cartas, 40 álbuns de fotos e inúmeras anotações, além de outros objetos, que devem estar disponíveis para consulta no fim do ano.


Obras publicadas no Brasil

1955 - O Enterro do Diabo: A Revoada

1961 - Ninguém Escreve ao Coronel; A Má Hora; O Veneno da Madrugada

1962 - Os Funerais da Mamãe Grande

1967 - Cem Anos de Solidão; Isabel Vendo Chover em Macondo

1970 - Relato de um Náufrago

1972 - A Incrível e Triste História de Cândida Eréndira e sua Avó Desalmada; Olhos de Cão Azul

1975 - O Outono do Patriarca

1981 - Crônica de uma Morte Anunciada

1985 - O Amor nos Tempos do Cólera

1986 - A Aventura de Miguel Littín; Clandestino no Chile

1989 - O General em Seu Labirinto

1992 - Doze Contos Peregrinos

1994 - Do Amor e Outros Demônios

1996 - Notícia de um Sequestro; O Verão Feliz da Senhora Forbes

2002 - Viver Para Contar

2004 - Memórias de Minhas Putas Tristes

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