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CARLOS CHICARINO/ESTADÃO
CARLOS CHICARINO/ESTADÃO

Tradutores debatem a arte de traduzir João Cabral de Melo Neto

Evento em homenagem aos 100 anos de nascimento do poeta, morto em 1999, será gratuito nesta sexta ,13, no Memorial da América Latina, com especialistas que já traduziram sua obra

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2020 | 07h00

A força da palavra de João Cabral de Melo Neto e o desafio que ela significa aos tradutores será uma das questões debatidas em lembrança aos 100 anos de nascimento do escritor. O evento Vida Severina, no Memorial da América Latina, começa nesta sexta (13), com a mesa de debate As Traduções de João Cabral de Melo Neto na América Latina. Entre os debatedores estarão o equatoriano Iván Carvajal Aguirre, o inglês John Milton, o integrante da Academia Brasileira de Letras Antonio Carlos Secchin e a diretora do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL), Luciana Latarini Ginezi.

Todos os participantes da mesa são conhecedores da obra de João Cabral, especialistas e tradutores do poeta para os idioma espanhol e inglês. Antonio Carlos Secchin é considerado o maior especialista na obra do autor. O evento será gratuito, e não pede inscrição prévia de quem quiser participar. A mediação será feita por Luciana Latarini Ginezi, doutora e mestre em Letras pelo Programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês (USP) e especialista em tradução.

João Cabral desafia tradutores a entendê-lo de forma a representá-lo em seus idiomas sem que sejam feitas adaptações linguísticas livres de sua obras. Manter a voz de João fazendo com que ele seja entendido em outros países requer uma habilidade artística também do tradutor. “É preciso ser um tradutor poeta, não apenas um tradutor. Tradutores técnicos não funcionam com João Cabral. Trata-se de um dos artistas brasileiros mais difíceis de serem traduzidos”, diz Luciana. O debate dos tradutores será o primeiro evento de uma série para homenagear o poeta.

O título Morte e Vida Severina, de sua principal obra escrita em 1955, já é um desafio linguístico. Na tradução do inglês John Milton, professor titular em Estudos da Tradução da Universidade de São Paulo, ela vira Death end Life of Severino (a “Morte e a Vida de Severino”). “E ela pode ser assim, não está errado”, diz o professor doutor Alexandre Barbosa, que será o mestre de cerimônia do encontro. Afinal, qual seria a ideia de uma tradução exata para o que João quis dizer na obra que narra o sofrimento enfrentado pelo personagem Severino acompanhando a dramática trajetória de um migrante sertanejo em busca de uma vida mais fácil?.

A organização informa que o evento é destinado a acadêmicos, alunos de tradução ou línguas e interessados em geral e “propõe discorrer sobre os desafios da tradução de um autor conhecido pelo rigor estético dos seus textos.”

AS TRADUÇÕES DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO NA AMÉRICA LATINA. 

BIBLIOTECA LATINO-AMERICANA. XXXX| PORTÕES 2 E 5. 6ª (13), DAS 10H ÀS 13H.

ENTRADA GRATUITA

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