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João Marcos Coelho, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2014 | 02h16

Houve dificuldades na organização destes textos até agora esparsos?

Várias. A primeira foi a transcrição dos textos, pois não tínhamos os manuscritos originais, partimos do material veiculado na revista, gerando uma discussão sobre como proceder para normatizar a grafia sem desrespeitar neologismos e idiossincrasias caras ao escritor. Outra questão é que Mário só deu título a quatro crônicas. Decidimos usar as primeiras palavras de cada texto como títulos.

É possível afirmar que elas já acenam com atitudes que só se tornariam explícitas no trabalho final do Mário, já plenamente engajado?

Sem dúvida. Aliás, este foi um dos nossos pressupostos desde o início, quando as crônicas foram (re)descobertas. Alguns temas veiculados entre 1943 e 1944 na coluna Mundo Musical, da Folha da Manhã, apareceram, na verdade, pela primeira vez aqui, nas colunas da Revista do Brasil; portanto, alguns anos antes do que imaginávamos.

Cite um exemplo.

Sim. É o caso, por exemplo, do interesse crescente de Mário de Andrade pela filosofia confucionista, assim como pela questão da função da arte no Oriente. O tom é muito semelhante e, nesse sentido, certamente as crônicas inauguram esse momento de pleno engajamento do escritor no campo da música.

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