Do mar para o sertão. Pernambucana Cida Pedrosa é consagrada por sua poesia Foto: Ana Siqueira  

Do mar para o sertão. Pernambucana Cida Pedrosa é consagrada por sua poesia Foto: Ana Siqueira  

‘Solo para Vialejo’, vencedor do Prêmio Jabuti, é um épico ambicioso

Livro da poeta pernambucana Cida Pedrosa é um poema de moldes épicos, que conjuga influências neoconcretas com memórias coletivas e pessoais; Jabuti premiou obras que tratam de temas como feminismo e racismo

Guilherme Sobota , O Estado de S. Paulo

Atualizado

Do mar para o sertão. Pernambucana Cida Pedrosa é consagrada por sua poesia Foto: Ana Siqueira  

Com anos e anos de uma carreira literária consolidada, indicações para diversos prêmios e vitórias, a poeta pernambucana Cida Pedrosa (1963) venceu na noite de quinta-feira, 26, a categoria de livro do ano do Prêmio Jabuti 2020. Solo para Vialejo – publicado pela Cepe Editora, empresa de economia mista do Recife, cujo trabalho a distinção também consagra. O livro é um poema de moldes épicos, que conjuga influências neoconcretas com memórias – coletivas e pessoalíssimas da escritora – num projeto ambicioso de reconstrução de identidades.

A cerimônia transmitida pela internet foi apresentada pela jornalista Maju Coutinho, e Cida entrou na conexão após o anúncio do prêmio. “Este é um livro sobre nossas negritudes várias, nossas indigenices várias, nossas branquitudes, em busca da música, em busca de mim e das minhas raízes sertanejas”, disse a escritora, “respirando felicidade”.

Natural de Bodocó, no Sertão do Araripe pernambucano, Cida se mudou para o Recife ainda jovem para estudar, se formou advogada e construiu uma carreira no direito como militante em defesa de direitos civis, direitos dos trabalhadores e de bandeiras feministas. Paralelamente, na literatura, fez parte do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco na década de 1980, quando se envolveu com os poetas ditos marginais e fez recitais nas ruas. Na década de 1990, também fez o grupo Vozes Femininas, e nos anos 2000 consolidou sua carreira de lançamentos editoriais em livros como As Filhas de Lilith (2009), Claranã (2015) e Gris (2018), seu primeiro pela Cepe. 

“Eu saí do sertão e fui em direção ao mar”, afirmou ainda Cida na transmissão. “Agora, com o livro, saí do mar para o sertão, é um livro da volta, uma migração oposta. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na minha cabeça.”

Entre outros vencedores, estão Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia), na categoria romance literário, Uma Mulher no Escuro, de Raphael Montes (Companhia das Letras), em romance de entretenimento, e o livro Futuro Presente: O Mundo Movido à Tecnologia (Companhia Editora Nacional), do engenheiro e blogueiro do Estadão Guy Perelmuter, na categoria ciências.

Jabuti premiou obras que tratam de temas como feminismo e identidade

A vitória de Cida Pedrosa e do seu Solo Para Vialejo como livro do ano reforça uma tendência do Prêmio Jabuti de reconhecer o trabalho de editoras universitárias, públicas e independentes, as quais levaram poucol menos da metade das estatuetas. A Cepe – empresa de economia mista ligada ao governo estadual de Pernambuco, que lançou o livro – consolidou sua produção editorial cuidadosa, agora reconhecida por um dos prêmios mais importantes do País.

Solo Para Vialejo é como um épico lírico”, reflete o editor do livro, o também escritor Wellington Melo. “Dentro de uma certa tradição de reinaugurar o épico, a Cida o faz de uma forma muito feliz. Não se pode recuperar exatamente o ethos do clássico grego, mas pensando, é um poema com um movimento duplo: o de buscar a identidade de um povo, o brasileiro, mas ao mesmo o de buscar a própria identidade. Também nisso se cria uma dicotomia entre o lírico e o épico. Sou um editor à moda antiga.”

Outra tendência no Jabuti também foi identificada pelo escritor e crítico literário Cristhiano Aguiar. “As obras premiadas trazem ao centro do palco uma ampla discussão social, política e identitária”, diz ao Estadão. “Claro, cada obra premiada no conto, poesia e nas duas categorias de romance vai usar diferentes estratégias literárias para tratar dessas questões. É muito interessante perceber como a questão do feminino está presente inclusive nos romances de autoria masculina, como é o caso dos romances de Raphael Montes e Itamar Vieira Júnior.”

Aguiar também destaca a importância da escritora Cida Pedrosa para a cena cultural e social de Pernambuco – ele viveu no Recife por 11 anos, onde iniciou sua trajetória acadêmica. “Cida atuou na defesa do livro, da literatura e da poesia em Pernambuco ao longo das últimas décadas e esteve envolvida em eventos, publicações independentes e propostas de políticas públicas para a área do livro, da leitura e da literatura”, atesta o escritor – menos de duas semanas atrás, ela também foi eleita vereadora do Recife pelo PCdoB. 

Com os últimos 15 dias agitados, a escritora não esconde a felicidade. “A minha militância política e temática existe há muitos anos. Desde que me entendo de gente estou na luta pela democracia, pela justiça social. Eu junto tudo, a poesia que há mim fala com a minha atividade política.”

O prêmio na categoria inovação também está relacionado a essas tendências: quem levou foi a Festa Literária das Periferias, a Flup, que neste ano aconteceu de modo virtual com, entre outras iniciativas, um programa de formação sobre a obra de Carolina Maria de Jesus. “Digitalmente, pudemos trocar com o Brasil todo, compor um livro com escritoras negras de todos os Estados e investir ainda mais na intelectualidade da periferia”, celebrou a equipe.

 

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Leia trechos de livros vencedores do Prêmio Jabuti 2020

Cida Pedrosa, Itamar Vieira Junior, Raphael Montes e Carla Bessa estão entre as obras selecionadas

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2020 | 20h00

Solo Para Vialejo, o livro de poemas de Cida Pedrosa, publicado pela Cepe Editora, foi escolhido como o livro do ano do Prêmio Jabuti 2020, em cerimônia na noite desta quinta-feira, 26. O livro Torto Arado, elogiado romance de Itamar Vieira Junior (editora Todavia), ganhou na categoria romance literário. Uma Mulher no Escuro, de Raphael Montes (Companhia das Letras), venceu o prêmio de romance de entretenimento. Leia abaixo trechos desses e de outros vencedores da noite.

'Solo Para Vialejo', de Cida Pedrosa (Livro do ano, Cepe Editora)

'Torto Arado', de Itamar Vieira Junior (melhor romance literário, Todavia)

"Quando retirei a faca da mala de roupas, embrulhada em um pedaço de tecido antigo e encardido, com nódoas escuras e um nó no meio, tinha pouco mais de sete anos. Minha irmã, Belonísia, que estava comigo, era mais nova um ano. Pouco antes daquele evento estávamos no terreiro da casa antiga, brincando com bonecas feitas de espigas de milho colhidas na semana anterior. Aproveitávamos as palhas que já amarelavam para vestir feito roupas nos sabugos. Falávamos que as bonecas eram nossas filhas, filhas de Bibiana e Belonísia. Ao percebermos nossa avó se afastar da casa pela lateral do terreiro, nos olhamos em sinal de que o terreno estava livre, para em seguida dizer que era a hora de descobrir o que Donana escondia na mala de couro, em meio às roupas surradas com cheiro de gordura rançosa. Donana notava que crescíamos e, curiosas, invadíamos seu quarto para perguntar sobre as conversas que escutávamos e sobre as coisas de que nada sabíamos, como os objetos no interior de sua mala. A todo instante éramos repreendidas por nosso pai ou nossa mãe. Minha avó, em particular, só precisava nos olhar com firmeza para sentirmos a pele arrepiar e arder, como se tivéssemos nos aproximado de uma fogueira. Por isso, ao vê-‑la se afastar em direção ao quintal, olhei para Belonísia. Decidida a revirar suas coisas, não hesitei em caminhar, na ponta dos pés, em direção ao quarto, para abrir a mala de couro envelhecida, com manchas e uma grossa camada de terra acumulada sobre ela. A mala, durante toda a nossa existência até então, estava debaixo da cama. Eu mesma fui para o quintal espiar pela porta e ver vó Donana se arrastando em direção à mata, que ficava depois do pomar e da horta, depois do galinheiro com seus poleiros velhos. Naquele tempo, costumávamos ver nossa avó falar sozinha, pedir coisas estranhas como que alguém — que não víamos — se afastasse de Carmelita, a tia que não havíamos conhecido. Pedia que o mesmo fantasma que habitava suas lembranças se afastasse das meninas. Era uma profusão de falas desconexas. Falava sobre pessoas que não víamos — os espíritos — ou de pessoas sobre as quais quase nunca ouvíamos, parentes e comadres distantes. Nos habituamos a ouvir Donana falar pela casa, falar na porta da rua, no caminho para a roça, falar no quintal, como se conversasse com as galinhas ou com as árvores secas. Eu e Belonísia nos olhávamos, ríamos sem alarde, e nos aproximávamos sem que percebesse. Fingíamos brincar com algo por perto só para escutar e, depois, com as bonecas, com os bichos e as plantas, repetirmos o que Donana havia dito como coisa séria. Repetíamos o que minha mãe dizia baixo para o pai na cozinha. “Hoje ela está falando muito, a cada dia fala mais sozinha.” O pai relutava em admitir que minha avó estivesse com sinais de demência, dizia que a vida toda a mãe havia falado consigo mesma, a vida toda havia repetido rezas e encantos com a mesma distração com que revirava os pensamentos. Naquele dia, escutamos a voz de Donana se afastar no espaço do quintal, em meio ao cacarejo e aos cantos das aves. Era como se as rezas e sentenças que proferia, e que muitas vezes não faziam sentido para nós, estivessem sendo carregadas para longe, carregadas pelo sopro de nossas respirações ansiosas pela transgressão que estávamos prestes a cometer. Belonísia se enfiou debaixo da cama e puxou a mala. O couro de caititu que cobria as imperfeições do chão de terra se encolheu sob seu corpo. Abri a mala sozinha, sob nossos olhos luminosos. Levantei algumas peças de roupa antigas, surradas, e de outras que ainda guardavam as cores vivas que a luz do dia seco irradiava, luz que nunca soube descrever de forma exata. E no meio das roupas mal dobradas e arrumadas havia um tecido sujo envolto no objeto que nos chamou a atenção, como se fosse a joia preciosa que nossa avó guardava com todo seu segredo. Fui eu quem desatou o nó, atenta à voz de Donana que ainda estava distante. Vi os olhos de Belonísia cintilarem com o brilho do que descobríamos como se fosse um presente novo, forjado de um metal recém-‑tirado da terra. Levantei a faca, que não era grande nem pequena diante dos nossos olhos, e minha irmã pediu para pegar. Não deixei, eu veria primeiro. Cheirei e não tinha o odor rançoso dos guardados de minha avó, não tinha manchas nem arranhões. Minha reação naquele pequeno intervalo de tempo era explorar ao máximo o segredo e não deixar passar a oportunidade de descobrir a serventia da coisa que resplandecia em minhas mãos. Vi parte de meu rosto refletido como num espelho, assim como vi o rosto de minha irmã, mais distante. Belonísia tentou tirar a faca de minha mão e eu recuei. “Me deixa pegar, Bibiana.” “Espere.” Foi quando coloquei o metal na boca, tamanha era a vontade de sentir seu gosto, e, quase ao mesmo tempo, a faca foi retirada de forma violenta. Meus olhos ficaram perplexos, vidrados nos olhos de Belonísia, que agora também levava o metal à boca. Junto com o sabor de metal que ficou em meu paladar se juntou o gosto do sangue quente, que escorria pelo canto de minha boca semiaberta, e passou a gotejar de meu queixo. O sangue se pôs a embotar de novo o tecido encardido e de nódoas escuras que recobria a faca. Belonísia também retirou a faca da boca, mas levou a mão até ela como se quisesse segurar algo. Seus lábios ficaram tingidos de vermelho, não sabia se tinha sido a emoção de sentir a prata, ou se, assim como eu, tinha se ferido, porque dela também escorria sangue. Tentei engolir o que podia, minha irmã também esfregava rápido a mão na boca com os olhos marejados e apertados, tentando afastar a dor. Ouvi os passos lentos de minha avó chamando Bibiana, chamando Zezé, Domingas, Belonísia. “Bibiana, não está vendo as batatas queimando?” Havia um cheiro de batata queimada, mas tinha também o cheiro do metal, o cheiro do sangue que ensopava minha roupa e a de Belonísia. Quando Donana levantou a cortina que separava o cômodo em que dormia da cozinha, eu já havia retirado a faca do chão e embrulhado de qualquer jeito no tecido empapado, mas não havia conseguido empurrar de volta a mala de couro para debaixo da cama. Vi o olhar assombrado de minha avó, que desabou sua mão grossa na minha cabeça e na de Belonísia. Ouvi Donana perguntar o que estávamos fazendo ali, porque sua mala estava fora do lugar e que sangue era aquele. “Falem”, disse, nos ameaçando arrancar a língua, que estava, mal ela sabia, em uma das nossas mãos.

'Uma Mulher no Escuro', de Raphael Montes (melhor romance de entretenimento, Companhia das Letras)

“A luz da televisão ficou mais clara de repente, e Victoria pôde ver melhor o rosto da mãe. Estava completamente preto, como se coberto por uma tinta viscosa. A menina amava a mãe, amava o pai, amava o irmão. Precisava fazer alguma coisa. Chamar a polícia ou... Ela correu até o móvel da TV e escalou as prateleiras para chegar ao telefone. Discou depressa o único número que sabia de cor e esperou. Atenderam rápido.

“Tia Emília, me ajuda”, Victoria conseguiu dizer antes de ser puxada para trás com violência.

O fone se espatifou. O invasor espremeu o corpinho dela contra o sofá e montou em cima dele, imobilizando suas pernas e tapando sua boca com a mão.”

'Uma Furtiva Lágrima', de Nélida Piñon (melhor livro de crônicas, Record)

“Retornei à casa, disposta a me preparar. No meu quarto, Gravetinho pressente minha vulnerabilidade. Ainda que sua natureza não domine meu mistério, ele intui que, segundo parecer médico, estou à beira da morte. Uma cercania impiedosa.

Com ele e Suzy ao meu lado, como se me protegessem, dou início ao diário da morte. Como sua única redatora. Ninguém está autorizado a acrescentar o que seja. A palavra que se atreva a adicionar envenenaria o final da minha vida.

Minha morte não é inspiradora, não pode ter traços poéticos, emenda ou salpicos metafóricos. Não há poesia na morte. Os lances que adornam a beleza eu os alijei. Não quero próximos. Condeno quem formule o que jamais pensei, ou sequer mencionei.

Ao atrelar a imaginação ao pensamento desregrado, mas sem punição, tudo se cruza, a partir desse instante, com a ideia da partida. Sou mortal. A mortalidade se avizinha, prova que a vida é breve.

Sucumbo, porém, sem protestos. Sem emitir sons que soem a despedida. Ou confessar de que não me ufano da morte. Sem pedir que me cubram com a mesma mortalha da mãe.”

'Urubus', de Carla Bessa (melhor livro de contos, Confraria do Vento)

“A verdade é que estão se devorando uns aos outros. E depois nós é que somos os abutres, nós os fatídicos, os mau-agourentos, o ser humano é um bicho estranho mesmo. A nós deixam o trabalho de livrá-los de seus próprios restos. Deviam nos agradecer. Desta vez demos cabo de tudo rapidamente, afinal, era tão pequeno o manjar, terminamos sem deixar resquícios, raspamos o prato, como eles dizem, cientes da importância do nosso trabalho. Pois se estamos no fim da cadeia, também fechamos um círculo, somos: recomeço.”

 

'Silvestre', de Wagner Willian (melhor HQ, Darkside Books)

'Da Minha Janela', de Otávio Junior (melhor livro infantil, Companhia das Letrinhas)

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'Palmares de Zumbi', de Leonardo Chalub (melhor livro juvenil, Nemo)

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Prêmio Jabuti 2020: 'Solo Para Vialejo', de Cida Pedrosa, é o livro do ano; veja a lista

Itamar Vieira Junior e Raphael Montes ganham prêmios de romance; confira a lista completa de vencedores

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2020 | 19h20
Atualizado 28 de novembro de 2020 | 00h14

O Prêmio Jabuti 2020 anunciou seus vencedores na noite desta quinta-feira, 26, em cerimônia virtual apresentada pela jornalista Maju Coutinho. Veja a lista completa abaixo. Solo Para Vialejo, o livro de poemas de Cida Pedrosa, publicado pela Cepe Editora, foi escolhido como o livro do ano em 2020.

O livro Torto Arado, elogiado romance de Itamar Vieira Junior (editora Todavia), ganhou na categoria romance literário. Uma Mulher no Escuro, de Raphael Montes (Companhia das Letras), venceu o prêmio de romance de entretenimento. A Feira Literária das Periferias (Flup) venceu na categoria inovação.

Durante a cerimônia, o presidente da Câmara Brasileira do Livro, Vitor Tavares, citou o projeto Retomada das Livrarias, programa de apoio à entidade para as pequenas livrarias, e diversos livreiros gravaram mensagens de agradecimento e falando sobre a importância dos espaços. "Trabalhamos também pela defesa da não taxação", comentou, lembrando as 1 milhão de assinaturas do manifesto #defendaolivro. Veja aqui a cerimônia:

Tavares também defendeu a inclusão da nova categoria do Jabuti, a de romance de entretenimento, dizendo que o objetivo era dar voz e representatividade a autores brasileiros, e não separar literatura canônica da popular.

A homenageada deste ano do Jabuti é a poeta Adélia Prado.

O vencedor de cada categoria recebe R$ 5 mil e a estatueta, exceto na categoria livro brasileiro publicado no exterior, que leva só a estatueta em formato de jabuti. O autor do Livro do Ano ganha R$ 100 mil.

Conheça os vencedores de cada categoria do Prêmio Jabuti 2020 (em negrito)

Eixo Literatura

Conto

  • Título: Gosto de amora | Autor(a): Mário Medeiros | Editora(s): Malê Editora
  • Título: Passagem estreita | Autor(a): Divanize Carbonieri | Editora(s): Carlini & Caniato Editorial
  • Título: Redemoinho em dia quente | Autor(a): Jarid Arraes | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Sombrio Ermo Turvo | Autor(a): Veronica Stigger | Editora(s): Todavia
  • Título: Urubus | Autor(a): Carla Bessa | Editora(s): Confraria do Vento (vencedor)

Crônica

  • Título: Diário do Bolso - Os 100 primeiros dias | Autor(a): José Roberto Torero | Editora(s): Padaria de Livros
  • Título: Ildefonso Juvenal da Silva: um memorialista negro no Sul do Brasil | Autor(a): Fábio Garcia | Editora(s): Cruz e Sousa
  • Título: Notas sobre a fome | Autor(a): Helena Silvestre | Editora(s): Ciclo Contínuo Editorial
  • Título: O dia em que achei Drummond caído na rua | Autor(a): Marcelo Torres | Editora(s): Zarte
  • Título: Uma furtiva lágrima | Autor(a): Nélida Piñon | Editora(s): Record (vencedor)

Histórias em Quadrinhos

  • Título: Fujie e Mikito | Autor(a): Marcelo Costa e Yuri Andrey | Editora(s): Mino
  • Título: O obscuro fichário dos artistas mundanos (1934-1958) | Autor(a): Clarice Hoffmann, Abel Alencar, Maurício Castro, Greg, Paulo do Amparo e Clara Moreira | Editora(s): Cepe Editora
  • Título: Os olhos de Barthô | Autor(a): Orlandeli | Editora(s): Autor Independente
  • Título: Roseira, medalha, engenho e outras histórias | Autor(a): Jefferson Costa | Editora(s): Pipoca & Nanquim
  • Título: Silvestre | Autor(a): Wagner Willian | Editora(s): Darkside Books (vencedor)

Infantil

  • Título: Da minha janela | Autor(a): Otávio Júnior | Editora(s): Companhia das Letrinhas (vencedor)
  • Título: Fios | Autor(a): Christiane Nóbrega | Editora(s): Autor Independente
  • Título: Lá no meu quintal - O brincar de meninas e meninos de Norte a Sul | Autor(a): Gabriela Romeu e Marlene Peret | Editora(s): Peirópolis
  • Título: O fabuloso professor Fritz e a menina das pétalas amarelas | Autor(a): Alexandre Rathsam | Editora(s): Edições SM
  • Título: O ovo de Pégaso | Autor(a): Arthur Warren e Janaina Tokitaka | Editora(s): Abacatte Editorial

Juvenil

  • Título: A rede florida | Autor(a): Graziela Bozano Hetzel | Editora(s): Positivo
  • Título: Benjamina | Autor(a): Nelson Cruz | Editora(s): Miguilim
  • Título: Caleidoscópio de vidas | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): FTD Educação
  • Título: Palmares de Zumbi | Autor(a): Leonardo Chalub | Editora(s): Nemo (vencedor)
  • Título: Rabiscos | Autor(a): Luís Dill | Editora(s): Positivo

Poesia

  • Título: Lutar é crime | Autor(a): Bell Puã | Editora(s): Letramento
  • Título: O desvio das gentes | Autor(a): Pádua Fernandes | Editora(s): Patuá
  • Título: Rosa que está | Autor(a): Luci Collin | Editora(s): Iluminuras
  • Título: Solo para vialejo | Autor(a): Cida Pedrosa | Editora(s): Cepe Editora (vencedor)
  • Título: Vida aberta - Tratado poético filosófico | Autor(a): W. J. Solha | Editora(s): Penalux

Romance de Entretenimento

  • Título: A telepatia são os outros | Autor(a): Ana Rüsche | Editora(s): Monomito Editorial
  • Título: Olhos bruxos | Autor(a): Eliezer Moreira | Editora(s): Penalux
  • Título: Serpentário | Autor(a): Felipe Castilho | Editora(s): Intrínseca
  • Título: Uma mulher no escuro | Autor(a): Raphael Montes | Editora(s): Companhia das Letras (vencedor)
  • Título: Viajantes do abismo | Autor(a): Nikelen Witter | Editora(s): Avec Editora

Romance Literário

  • Título: Carta à rainha louca | Autor(a): Maria Valéria Rezende | Editora(s): Alfaguara
  • Título: Essa gente | Autor(a): Chico Buarque | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Marrom e amarelo | Autor(a): Paulo Scott | Editora(s): Alfaguara
  • Título: Todos os santos | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Alfaguara
  • Título: Torto arado | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia (vencedor)

Eixo Ensaios

Artes

  • Título: AI-5 50 ANOS - Ainda não terminou de acabar | Autor(a): Gabriel Zacarias, Galciani Neves, Izabela Pucu, Alexandre Pedro de Medeiros, Caroline Schroeder, Carolina de Angelis, Luise Malmaceda, Theo Monteiro, Pedro Borges, Paulo Cesar Gomes, Paulo Miyada e Priscyla Gomes | Editora(s): Instituto Tomie Ohtake (vencedor)
  • Título: Livro dos afetos - Marcello Grassmann | Autor(a): Ana Lucia de Godoy Pinheiro, Leon Kossovitch e Denis Bruza Molino | Editora(s): Núcleo de Estudos Marcello Grassmann
  • Título: Mulheres atrás das câmeras: as cineastas brasileiras de 1930 a 2018 | Autor(a): Luiza Lusvarghi e Camila Vieira da Silva | Editora(s): Estação Liberdade
  • Título: Penitentes - Dos ritos de sangue à fascinação do fim do mundo | Autor(a): Guy Veloso | Editora(s): Tempo d'Imagem
  • Título: Recife - Fotografias: 1986-2018 | Autor(a): Fred Jordão | Editora(s): Cepe Editora
  • Biografia, Documentário e Reportagem

  • Título: Em busca da alma brasileira: biografia de Mário de Andrade | Autor(a): Jason Tércio | Editora(s): Sextante (selo Estação Brasil)
  • Título: Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares: Volume 1 | Autor(a): Laurentino Gomes | Editora(s): Globo Livros (vencedor)
  • Título: Metrópole à beira-mar: O Rio moderno dos anos 20 | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: O Reino: a história de Edir Macedo e uma radiografia da Igreja Universal | Autor(a): Gilberto Nascimento | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Raul Seixas: Não diga que a canção está perdida | Autor(a): Jotabê Medeiros | Editora(s): Todavia

Ciências

  • Título: Astrofísica para a educação básica: a origem dos elementos químicos no Universo | Autor(a): Alan Alves Brito e Neusa Teresinha Massoni | Editora(s): Appris Editora
  • Título: Darwin sem frescura: como a ciência evolutiva ajuda a explicar algumas polêmicas da atualidade | Autor(a): Pirula e Reinaldo José Lopes | Editora(s): HarperCollins Brasil
  • Título: Futuro presente: o mundo movido à tecnologia | Autor(a): Guy Perelmuter | Editora(s): Companhia Editora Nacional (vencedor)
  • Título: O Antropoceno e a ciência do Sistema Terra | Autor(a): José Eli da Veiga | Editora(s): 34
  • Título: O caldeirão azul: o universo, o homem e seu espírito | Autor(a): Marcelo Gleiser | Editora(s): Record

Ciências Humanas

  • Título: Dicionário da República | Autor(a): Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Ganhadores: A greve negra de 1857 na Bahia | Autor(a): João José Reis | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Ideias para adiar o fim do mundo | Autor(a): Ailton Krenak | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Pequeno manual antirracista | Autor(a): Djamila Ribeiro | Editora(s): Companhia das Letras (vencedor)
  • Título: Rastros de resistência: histórias de luta e liberdade do povo negro | Autor(a): Ale Santos | Editora(s): Panda Books

Ciências Sociais

  • Título: 130 anos: Em busca da República | Autor(a): Edmar Bacha, José Murilo de Carvalho, Joaquim Falcão, Marcelo Trindade, Simon Schwartzman e Pedro Malan | Editora(s): Intrínseca (vencedor)
  • Título: O Brasil não cabe no quintal de ninguém | Autor(a): Paulo Nogueira Batista Jr. | Editora(s): LeYa Brasil
  • Título: O novo conservadorismo brasileiro: de Reagan a Bolsonaro | Autor(a): Marina Basso Lacerda | Editora(s): Zouk
  • Título: Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica | Autor(a): Adilson José Moreira | Editora(s): Contracorrente
  • Título: Sim à igualdade racial: raça e mercado de trabalho | Autor(a): Luana Génot | Editora(s): Pallas Editora

Economia Criativa

  • Título: A riqueza da vida simples | Autor(a): Gustavo Cerbasi | Editora(s): Sextante
  • Título: Anticarreira: o futuro do trabalho, o fim do emprego e do desemprego | Autor(a): Joseph Teperman | Editora(s): Red Consultoria Literária
  • Título: Ecochefs: parceiros do agricultor | Autor(a): Instituto Maniva | Editora(s): Senac Rio (vencedor)
  • Título: Nômade Digital: um guia para você viver e trabalhar como e onde quiser | Autor(a): Matheus de Souza | Editora(s): Autêntica Business
  • Título: Publicidade Antirracista: reflexões, caminhos e desafios | Autor(a): Francisco Leite e Leandro Leonardo Batista | Editora(s): ECA-USP

Eixo Livro

Capa

  • Título: Grande Sertão: Veredas | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
  • Título: Impertinentes: 14 livros de Gustavo Piqueira 2012-2018 | Capista: Gustavo Piqueira | Editora(s): WMF Martins Fontes
  • Título: Memória da amnésia: políticas do esquecimento | Capista: Fábio Prata e Flávia Nalon | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
  • Título: O cadete e o capitão: a vida de Jair Bolsonaro no quartel | Capista: Daniel Trench | Editora(s): Todavia
  • Título: Penitentes - Dos ritos de sangue à fascinação do fim do mundo | Capista: Luisa Malzoni, Isabel Santana Terron e Beatriz Matuck | Editora(s): Tempo d'Imagem (vencedor)

Ilustração

  • Título: Aaahhh! | Ilustrador(a): Guilherme Karsten | Editora(s): HarperCollins Brasil
  • Título: Cadê o livro que estava aqui? | Ilustrador(a): Jana Glatt Rozenbaum | Editora(s): FTD Educação (vencedor)
  • Título: Cumarim, a pimenta do reino | Ilustrador(a): Willian Santiago | Editora(s): FTD Educação
  • Título: Madalena | Ilustrador(a): Natália Gregorini | Editora(s): Livros da Matriz
  • Título: Oir o rio | Ilustrador(a): Bruna Lubambo | Editora(s): Sowilo Editora

Projeto Gráfico

  • Título: Arquiteturas contemporâneas no Paraguai | Responsável: Maria Cau Levy, Christian Salmeron, Ana David e André Stefanini | Editora(s): Escola da Cidade e Romano Guerra Editora (vencedor)
  • Título: Gego: a linha emancipada | Responsável: Paula Tinoco | Editora(s): MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
  • Título: O museu de Emília | Responsável: Bloco Gráfico | Editora(s): FTD Educação
  • Título: O tempo da cerâmica | Responsável: Julia Meirelles, Giulia Ortencio, Vivian de Cerqueira Leite e Ricardo Diaz | Editora(s): Superbacana+
  • Título: Paisagens gastronômicas - São Paulo | Responsável: Ricardo Godeguez | Editora(s): Same Same

Tradução

  • Título: A cidade do vento | Tradutor(a): William Soares dos Santos | Editora(s): Moinhos
  • Título: Bertolt Brecht: Poesia | Tradutor(a): André Vallias | Editora(s): Perspectiva (vencedor)
  • Título: Degelo | Tradutor(a): Beatriz Regina Guimarães Barboza e Meritxell Hernando Marsal | Editora(s): Urutau
  • Título: Escritos sobre Estética e Literatura | Tradutor(a): Pedro Augusto Franceschini e Marco Aurélio Werle | Editora(s): Edusp
  • Título: Viagem à América do Sul | Tradutor(a): Francisco Foot Hardman e Fan Xing | Editora(s): Unesp

Eixo Inovação

Fomento à Leitura

  • Título: Desengaveta meu texto | Responsável: Patrícia Silva Rosas de Araújo
  • Título: FLUP - Festa Literária das Periferias | Responsável: Julio Ludemir (vencedor)
  • Título: Livro e Literatura para todos | Responsável: Mais Diferenças
  • Título: Sarau Asas Abertas | Responsável: Paulo Virgilio D`Auria
  • Título: Sarau do Binho - Conversa vai, com versos vem | Responsável: Robinson de Oliveira Padial e Suzi de Aguiar Soares

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

  • Título: Bazar Paraná | Editora(s): Benvirá/Saraiva/Somos Educação, Hentrich & Hentrich
  • Título: Callíope, a escrava de Atenas | Editora(s): Letras Jurídicas / Letras do Pensamento, Ekdóssis Okeanos - Εκδόσεις Ωκεανώς
  • Título: Com que roupa irei para a festa do rei? | Editora(s): Editora do Brasil, Gerbera Ediciones
  • Título: Fuga | Editora(s): FTD Educação, Educactiva Ediciones S.A.S
  • Título: Lorde | Editora(s): Grupo Editorial Record, Two Lines Press (vencedor)

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