Daniel Teixeira|Estadão
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Silviano Santiago vence o Prêmio Oceanos com o livro 'Mil Rosas Roubadas'

Foram premiados, ainda, na noite de terça-feira, 8, os escritores Elvira Vigna, Alberto Mussa e Glauco Mattoso

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2015 | 21h59

Misto de biografia, autobiografia e ficção, Mil Rosas Roubadas (Companhia das Letras), de Silviano Santiago, foi escolhido pelo júri do Prêmio Oceanos como o melhor livro escrito por um autor de língua portuguesa publicado no Brasil em 2014. Trata-se da história de amizade entre o escritor e crítico literário e o produtor musical Ezequiel Neves - do primeiro encontro, na adolescência, em Belo Horizonte, à derradeira despedida, num hospital carioca. Silviano Santiago, que concorreu ainda ao Prêmio São Paulo, ganhou R$ 100 mil.

A premiação de Mil Rosas Roubadas  na noite de terça, 8, no Auditório Ibirapuera, é o reconhecimento do valor da obra, mas é, também, simbólica. Herdeiro do Portugal Telecom e organizado agora pelo Itaú Cultural em parceria com Selma Caetano, o Oceanos não quer se prender a gêneros - e romances, contos e poemas concorreram entre si.

Elvira Vigna, com Por Escrito (Companhia das Letras), ficou em 2.º lugar e ganhou R$ 60 mil. Alberto Mussa, autor de A Primeira História do Mundo (Record), ficou em 3.º  e levou R$ 40 mil, e o poeta Glauco Mattoso foi o 4.º colocado, com Saccola de Feira, e ganhou R$ 30 mil.

Na cerimônia, apresentada por Lourenço e Lucimar Mutarelli, os poetas finalistas subiram ao palco para ler trechos de suas obras. Já os contistas e romancistas responderam a duas perguntas do casal: se a primeira frase do livro foi a primeira que escreveram e como chegaram ao título dos livros.

"Perdi o meu biógrafo". É assim que Silviano Santiago começa seu Mil Rosas Roubadas - que remete a um verso de Exagerado, composição de Ezequiel e Cazuza. "Esse início representa o momento em que o narrador perde a pessoa que lhe é mais querida. É quando descobre que está perdendo a si mesmo", explica o autor, que diz que seu livro é uma obra sobre sobrevivência.

Também durante o anúncio dos premiados, a curadora Selma Caetano anunciou que em 2016 o prêmio será aberto a todos os livros publicados em primeira edição em qualquer país lusófono, mesmo que não tenha edição no Brasil.

Concorreram, ainda, nesta última etapa os seguintes livros: A Calma Dos Dias, de Rodrigo Naves (Companhia das Letras); A Desumanização, de Valter Hugo Mãe (Cosac Naify); Dez Centímetros Acima Do Chão, de Flavio Cafieiro (Cosac Naify); O Homem-Mulher, de Sérgio Sant'Anna (Companhia das Letras); Ondas Curtas, de Alcides Villaça; O Irmão Alemão, de Chico Buarque (Companhia das Letras); Querer Falar, de Luci Collin (7 Letras); Tempo De Espalhar Pedras, de Estevão Azevedo (Cosac Naify); Totem, de André Valias; e Um Teste de Resistores, de Marilia Garcia (7 Letras). 

O júri final foi formado por Eduardo Sterzi, Eliane Robert Moraes, Eneida Maria de Souza, Ítalo Moriconi, Josélia Aguiar, Luiz Costa Lima, Regina Zilberman e Sergio Alcides. Os curadores são Noemi Jaffe, Rodrigo Lacerda e Selma Caetano. No total, 598 obras foram inscritas nesta edição do prêmio.

 

VENCEDORES

1º lugar

Mil Rosas Roubadas, de Silviano Santiago

2º lugar

Por Escrito, de Elvira Vigna

3º lugar

A Primeira História do Mundo, de Alberto Mussa

4º lugar 

Saccola de Feira, de Glauco Mattoso

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