Sony Pictures
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Saga 'Millenium', de Stieg Larsson, chega ao fim com sexto livro

'A Garota Marcada para Morrer', escrito por David Lagercrantz, encerra a série sueca

Redação, AFP

27 de agosto de 2019 | 18h44

O livro A Garota Marcada para Morrer dá ponto final à saga policial sueca Millenium, criada por Stieg Larsson, e representa a despedida da carismática hacker Lisbeth Salander. Publicado no fim de agosto simultaneamente em quase 30 países, o volume encerra um fenômeno de seis livros que formam uma apaixonante crítica social da Suécia contemporânea, com as ameaças do progresso tecnológico sobre as liberdades e a violência contra as mulheres.

Com 100 milhões de exemplares vendidos em todo mundo, a saga foi criada por Larsson, jornalista investigativo especializado em movimentos de extrema direita. Ele morreu após ataque cardíaco em 2004, pouco depois de entregar os originais dos três primeiros livros.

Larsson não experimentou o sucesso da saga nem suas adaptações para o cinema e os quadrinhos. Também não viu a batalha jurídica pelos direitos autorais. Após a publicação dos três primeiros volumes, outro escritor de sucesso, David Lagercrantz, assumiu o comando da saga com a aprovação do pai e do irmão de Larsson.

A companheira de Larsson, Eva Gabrielsson, rebelou-se quando Lagercrantz, filho de um intelectual de classe alta, assumiu o controle da série criada por um jornalista militante, nascido no interior, muito comprometido com a esquerda. Eva ficou, porém, sem voz, ou voto, ao perder a batalha legal. Foi excluída da sucessão porque não era casada com Larsson.

Lagercrantz não lamenta nada. “Observando em perspectiva, fiz bem em continuar (a obra de Stieg Larsson). Isto jogou luz sobre os livros e sua ação política.” O autor anunciou que pretende utilizar a turnê de promoção para alertar sobre as “ameaças contra a democracia”.

Fim da história. Após o sexto e último livro, “acabou”, declarou Lagercrantz. “Mas estou convencido de que Lisbeth é imortal e que continuará vivendo de uma forma, ou de outra, na televisão, no cinema, ou em outros livros.” 

Millenium é, sobretudo, a personagem Lisbeth Salander, hacker brilhante, anti-heroína punk, bissexual, vítima da violência machista, uma desajustada social, que faz justiça à sombra, de forma definitiva. No sexto livro, Lisbeth está em Moscou para acertar contas com a família, em uma história que tem como pano de fundo um cenário de fake news, assédio virtual, manipulações genéticas e perseguição aos homossexuais na Chechênia. / AFP

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