Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Por que ler Lima Barreto hoje

A pedido do 'Estado', convidados brasileiros da Festa Literária Internacional de Paraty falam sobre a atualidade e o legado de Lima Barreto, o escritor homenageado desta edição do evento que começa hoje, 26, e vai até domingo

Guilherme Sobota, Maria Fernanda Rodrigues e Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2017 | 06h00

A Festa Literária Internacional de Paraty abre nesta quarta, 26, sua 15.ª edição, dessa vez celebrando a vida e a obra de Lima Barreto. A mesa inaugural, Lima Barreto: Triste Visionário, leva o mesmo título da cuidadosa biografia que Lilia Moritz Schwarcz lançou recentemente – a historiadora faz a conferência de abertura acompanhada por Lázaro Ramos, que lerá trechos da obra do homenageado, com direção de cena de Felipe Hirsch. A mesa começa às 19h15, com transmissão ao vivo pelo site oficial da Flip. Em seguida, o pianista e compositor André Mehmari apresenta um trabalho inédito, a Suíte Policarpo, inspirado no mais famoso personagem criado por Barreto. 

Na quinta-feira, às 12h, um painel debate o lugar do escritor no cânone da literatura brasileira. Na sexta, 28, também ao meio-dia, o caráter “moderno antes dos modernistas” de Lima está em debate na programação principal, e, às 15h, será discutida sua relação íntima com os subúrbios – tanto das cidades quanto da Academia e dos espaços oficiais.

Veja a programação completa da Flip 2017

20 destaques da programação paralela da Flip

O que se antevê para essa Flip é um homenageado muito mais presente, nos debates e no espírito da Festa, do que em outras edições recentes – isso porque, também, muitos dos temas de Lima Barreto seguem atuais e urgentes para a sociedade. A pedido do Estado, convidados brasileiros da programação oficial da Flip – um misto de especialidades, idades e origens – responderam às seguintes perguntas: “Por que é importante ler Lima Barreto hoje?” e “Quem é Lima Barreto para você?”.

Lázaro Ramos, escritor

“O resgate de um autor hoje desconhecido é fruto desse tempo que a gente vive. Que é um tempo de difícil diálogo, mas, ao mesmo tempo, várias vozes apareceram, o que propicia esse resgate do Lima.”

Carol Rodrigues, escritora

“Eu me lembro de ter ficado chocada com a ousadia do homem que sabia javanês quando uma professora apresentou o conto na escola. Foi um dos primeiros espantos com a literatura ‘adulta’, e não por acaso uma das primeiras lições de malícia. Mas a obra dele acabou ficando nesse limbo da educação pré-vestibular. Voltei a buscar com o anúncio da homenagem. 

Lima marcou um terreno importante numa certa formação de subjetividade brasileira, acho que existe uma dignidade em olhar para isso a partir do nosso presente massacrante, em trazer de outros tempos algumas chaves de leitura, ou alteridades possíveis.”

Natalia Borges Polesso, escritora

“Talvez Lima fosse o homem que falava Javanês de verdade. Nós é que não compreendíamos. E, talvez, enquanto desdenhávamos sua crítica, ele é que ria da nossa cara. Talvez, ele tenha esperado esse dia da homenagem rechegar. E talvez agora esteja ainda rindo da nossa tentativa. 

Não podemos mais perder oportunidades de compreender pontos de vistas não valorizados na história oficial do nosso país, pontos de vista que são respiros sobre o entendimento de nós mesmos. Já viram aquela crônica do Lima sobre feminismo? Deixem as mulheres amar à vontade. Não as matem, pelo amor de Deus!”, dizia.”

Felipe Hirsch, diretor e dramaturgo

“Lima Barreto é o oposto do ufanismo insultuoso, é hilariante, integralmente vigente, e foi negado por todos em sua vida. Pela Academia de Letras, pelos modernistas, por brancos e pela própria história. Lima Barreto ainda hoje não é facilmente agrupável. Ainda causaria escarcéu com suas crônicas. Na minha opinião, ele sempre foi o maior porque nele não vejo traços de Laurence Sterne, do provincianismo da vanguarda Klaxon, nem de regionalismos novelescos. É uma essência independente e suprema que pagou a lucidez que tinha com sua saúde mental. Era um homem que olhava o subúrbio do Rio com um amor extraordinário. E que tinha a mesma hostilidade ao ser políticos de um Thoreau, por exemplo.”

Jacques Fux, escritor

“Uma possibilidade de diálogo com o meu livro Meshugá: um romance sobre a loucura. Lima Barreto é um escritor satírico e irônico, um forte crítico da sociedade e porta-voz da loucura que viveu e que usou como mote literário. Esses temas me são caros e insisto em discuti-los. Lima Barreto tratou dessas questões universais com primazia nos textos que conheço.

 “Acredito que a história pessoal do autor, as suas dificuldades, a dura realidade que enfrentou e o seu ímpeto pela escrita são lições importantes que finalmente podem voz e vez a alguns excluídos e discriminados da nossa sociedade atual.”

Grace Passô, atriz, dramaturga e diretora

"Lima Barreto foi visionário, gênio da literatura, aquele que ensina de forma brilhante como sobreviver com ironia e sarcasmo, aquele que pariu Policarpo, escritor que escreveu em ‘pretuguês’. O que pensar de um escritor negro brasileiro no começo do século 20? Que, no mínimo, ele foi um poliglota de axé, escrevendo com a língua de sua história e também com a língua da história do outro. Devia ser mesmo muito chato pra ele ver as rodinhas literárias da elite intelectual brasileira criticando sua escrita. Hoje não é diferente, imagina naquela época! Haja paciência! Haja fígado pra isso! Isso dá uma vontade danada de beber! Lima foi mais um gênio da nossa história, abrindo corajosamente os caminhos dessa arte brasileira."

Guilherme Gontijo, tradutor

“Lima Barreto é uma figura peculiar, um demasiado humano, como tantos somos. Vindo desse cruzamento complexo das estruturas sociais brasileiras (uma mistura de abismo de classes com elo de afetos), ele foi uma voz fundamental de enfrentamento do presente e, ao mesmo tempo, uma vítima a mais de uma estrutura social cruel. O que penso, lendo Lima Barreto, é que, sem essas figuras à margem, com um caminho fora da curva, não seríamos nem sequer capazes de começar um pensamento sobre isso que chamamos de nação.

Sua obra atravessa as contradições do seu presente (o início do século passado) num enfrentamento constante, que nos dá a chance de ver o nosso presente em ecos que não se alteram: o racismo, a hipocrisia, um certo populismo, etc. No encontro com Lima Barreto, nós temos uma chance de nos olharmos especularmente como próximos e distantes e de aprendermos as suas armas na batalha política; nisso, o vejo como aliado de lutas fundamentais do presente.

Noemi Jaffe, escritora e crítica

Durante muitos anos fui professora de literatura no ensino médio e Policarpo Quaresma era uma das maneiras de mostrar aos jovens como esse Dom Quixote tropical era fundamental para uma compreensão do Brasil. Lima Barreto é, como seu principal personagem, também uma outra espécie de Dom Quixote. E o Brasil de hoje está, mais do que nunca, carente de ousadia e, mais ainda, de memória. Ler Lima Barreto hoje é reconhecer, no passado, aquilo que nos falta no presente.

Antonio Arnoni Prado, pesquisador

“Lima Barreto é, para mim, um exemplo de intelectual brasileiro que viveu a literatura não como um instrumento de realização artística, mas como arma cotidiana de combate e de solidariedade social e humana.

É importante ler Lima Barreto hoje e até quando o Brasil continuar sendo esse país em mãos de uma classe dominante solapadora, voltada contra a maioria da população carente e desinteressada do bem-estar nacional. É importante ler Lima Barreto para tomar consciência de como a ação de um escritor é capaz de mergulhar no cerne das injustiças e discriminações a que grande maioria do nosso povo pobre está submetido ao longo de sua história.”

Luciana Hidalgo, escritora e pesquisadora

"Lima Barreto forçou todos os limites do que se podia dizer e escrever no Brasil da sua época. Mulato e de origem humilde numa sociedade recém-saída da escravidão, criou uma literatura marcada pela urgência. Aliás, Lima viveu e escreveu de urgência em urgência. A urgência da denúncia. Acreditou na literatura como meio de transformação político-social e a usou para desmistificar os modelos sociais, políticos e intelectuais da belle époque. Por isso, tornou-se o antiexemplo, o incômodo, transgredindo todos os códigos oficiais da sociedade e da intelectualidade de seu tempo. Pagou caro por essa ousadia, mas ficou na história da literatura brasileira como um intelectual negro livre, totalmente independente, autêntico e íntegro – ou seja, tudo o que se deve esperar de um verdadeiro intelectual. 

"É importantíssimo ler Lima Barreto hoje e sempre porque ele aponta na literatura as mazelas do Brasil. E infelizmente vários de suas denúncias, nossos equívocos como nação, continuam os mesmos um século depois: os eternos conluios entre políticos, pistolões, o círculo vicioso dos poderes sempre nas mãos das mesmas famílias, o abismo entre classes dominantes e dominadas, o racismo etc. Temos de ler os livros de Lima Barreto, discutir esse Brasil que ele denunciou e ainda nos decepciona tanto, e parar de recalcar nossas mazelas. Até porque Lima acreditava profundamente na literatura como 'traço de união', o que é fundamental no Brasil de hoje, tão perdido, dividido, num triste retrocesso."

Prisca Agustoni, escritora

“Lima Barreto foi e é, como muitos autores das várias tradições literárias, um farol que ilumina questões cruciais para entender o tempo que ele viveu, e para jogar luz sobre o tempo que é o nosso, fruto daquele. Assim como aconteceu no auge da modernidade francesa, por exemplo, quando a obra de um Baudelaire se posicionou francamente contra as reformas da ‘nova cidade moderna’ que foi a Paris da época, da mesma maneira -e em gradações mais fortes, por ser um autor negro num país escravocrata - Lima Barreto era autor marginal, no sentido não só social e racial do termo, mas também no que diz respeito às críticas mais radicais que ele propunha como eixo para entendermos o Rio de Janeiro (e o Brasil) da sua época, que é um fio condutor para entendermos o que temos hoje como imaginário da cidade carioca e do país. 

Como estudiosa que sempre fui e sou das literaturas afro-diaspóricas no mundo acadêmico (trabalhei muitos anos, quando morava na Suíça, com a literatura afro-cubana), Lima Barreto é um autor fundamental não só para entender a construção de certo paradigma de ‘centro-periferia’ em termos de cânone estético e social brasileiro (conforme falei antes), mas também para entendermos a força de resistência (epistêmica, simbólica, social) que sua voz carrega. Uma voz que é clara quanto às denúncias contra uma sociedade escravocrata e que incorpora com relevância o olhar do agente cultural ‘marginal’ (colocado à margem historicamente) e cuja voz e visão de mundo fura os muros de uma sociedade burguesa brasileira, carioca, colada às maneiras da classe dominante branca, que ditou os valores de referência do ‘belo’, do ‘humano’, do ‘cristão’ que alimentaram o imaginário nacional brasileiro.”

Luis Antonio Simas, historiador

“Ler Lima Barreto hoje é entender como a grande literatura pode ser, ao mesmo tempo, testemunha de seu tempo e transcendente a este próprio tempo.

Lima Barreto é, para mim, a voz mais potente, incomoda e visceral sobre certa cidade do Rio de Janeiro silenciada pelo mito da "Cidade Maravilhosa". Aldeia em que nasci e vivo. Distante dos cartões postais, embalada pelo apito do trem, calejada pela dor de sua gente; silenciosa, generosa, violenta, amarga e acolhedora em igual intensidade.”

Ana Maria Gonçalves, escritora

“Observador, inteligente e crítico social, bastante consciente dos problemas que norteavam a sociedade brasileira e que o afetavam diretamente. Autor, entre outras obras, de Os Bruzundangas, na qual escreve sobre a classe política brasileira: ‘Tratam, no poder, não de atender as necessidades da população, não de lhes resolver os problemas vitais, mas de enriquecer e firmar a situação dos seus descendentes e colaterais.’

É importante ler Lima Barreto porque ele é um grande escritor, e os temas que o incomodavam e que ele tratou em suas obras continuam mais atuais do que nunca.”

Ricardo Aleixo, escritor

“Junto com Cruz e Sousa, Rosário Fusco, João Antonio e outros, Lima Barreto é mais um enormíssimo escritor que a Casa Grande literária expulsou de suas tertúlias pseudo-cultas.

Ler é importante porque é dele que vem o anúncio mais radical do desastre que seria a tônica da vida da gente pobre e negra deste País de futuro sempre adiado. Está tudo lá na obra dele.”

Carlos Nader, cineasta

É preciso ler Lima Barreto porque ele é um dos grandes escritores brasileiros, independentemente de cor, classe ou época. Ponto. Agora, dependentemente de época, classe ou cor, é preciso ler Lima Barreto justamente porque ele amplia o entendimento destas questões no Brasil e na prática acaba nos levando a uma comparação inevitável com a vida e a obra suprema de Machado de Assis, que será muito bem-vinda na medida em que ampliar a complexidade da discussão, sobretudo nestes tempos de pobres polaridades.”

Ana Miranda, escritora

“Lima Barreto talvez seja fundamental na minha formação. Li Clara dos Anjos quando eu era adolescente e me marcou de tal forma que anos mais tarde ao ser estimulada por Nelson Pereira dos Santos a escrever um roteiro de cinema escolhi este singelo romance para adaptar.  Interessante que isso aconteceu em Paraty para onde agora retorno numa homenagem justamente a Lima Barreto. Quando li o Policarpo Quaresma já mais tarde um pouco eu o comparava ao meu pai, ou seja, esse fabuloso personagem tinha ecos na vida real e quando me tornei romancista cheguei a planejar um livro com o Lima Barreto como personagem ou tema. Ele é um amigo meu e foram várias as vezes em que voltei aos seus livros.

Ler a obra de Lima Barreto hoje é ainda mais importante. Ele vem adquirindo significados ainda mais fortes num país que pretende erradicar preconceitos e desigualdades Além de ser uma narrativa de alta qualidade e alto poder de encantamento ele é um escritor atual e continua maravilhoso.”

Alberto Mussa, escritor

“É importante ler. E é muito bom ler grandes escritores. Lima Barreto deve ser lido, sempre, por ser um grande escritor. Porque tem romances excelentes. E por ser um dos maiores contistas da tradição ocidental. Contos como Um e outro, Uma vagabunda, O homem que sabia javanês ou A nova Califórnia são obras-primas universais e atemporais. Essa é, me parece, uma razão bastante. E ele certamente gostaria de saber que é lido ainda hoje por seus méritos de artista e intelectual, sem interferência de nenhuma outra circunstância, como a de ser negro, por exemplo, ou a de escrever sobre o subúrbio. Essas são outras questões. Relevantes, sim, mas não suficientes.”

André Vallias, designer gráfico e poeta

“Lima Barreto é um antídoto mordaz para o ufanismo autoindulgente, perdulário e crônico deste país.

Ler sua obra é importante porque as mazelas que ele destrinchou com tanto humor e amargura no engatinhar da Primeira República continuam dolorosamente incômodas numa Sexta República que estrebucha.”

Lilia Schwarcz, historiadora

“Lima Barreto é, como um bom clássico, um autor que nunca acabamos de ler. Mais ainda, é um escritor que sempre nos surpreende pelo que parece ser a sua extrema atualidade. Claro que se tomarmos o termo ‘atual’ literalmente, seria preciso lembrar que esse foi um escritor imerso no contexto em que conviveu: o momento da pós-abolição, que prometia tanta liberdade mas apresentou os mesmos clientelismos e hierarquias já antes conhecidos; o período da Primeira República, que advogou a inclusão mas entregou a exclusão social. Mas o fato é que, em seu próprio período, Lima Barreto se construiu como uma pessoa do “contra". Era contra o racismo, contra o feminicídio, contra essa República tão falha e sem coerência, contra a literatura de ‘toillete’ - artificial e ligeira -, contra as políticas manicomiais, contra os políticos corruptos, e profundamente contra os jornalistas que viviam distantes da realidade.

O paradoxo é que, sendo tão do ‘contra’, Lima virou um autor ‘a favor’. A favor do Brasil e de nós brasileiros. Ou seja, com tantos temas semelhantes, esse parece ser um escritor da mais absoluta atualidade, pois nos fala à alma, nos lembra das nossas próprias mazelas e não permite que nos acomodemos na mera passividade.

Lilia Moritz Schwarcz: ‘Não é um acaso que Lima Barreto vem sendo retomado agora’

Escritora compreende a vida de Lima Barreto a partir da sua relação com questões raciais

Mas ele faz mais. Afinal, literatura nunca é reflexo fácil da realidade: ela produz e cria o período que afirma apenas testemunhar. Até mesmo Lima Barreto, um escritor que afirmava fazer uma literatura realista e militante, impactada com sua realidade, jamais foi apenas um etnógrafo de seu momento. De um lado, Lima pode ser encontrado na esquina de cada um de seus personagens - no rapaz Isaías Caminha que descobre sua “cor” no caminho da cidade grande; no filósofo andarilho e humanista Gonzaga de Sá; na menina sonhadora Clara dos Anjos e que termina grávida e desiludida; em Vicente Mascarenhas que como ele é funcionário público e que, por conta da bebida, acaba internado no Manicômio; em Policarpo Quaresma o nosso d. Quixote Nacional, que vivia de combater seus moinhos. De outro, porém, é possível dizer que ele própria vivia na pele de cada um de seus ‘heróis’. Ou melhor, o próprio autor tratou de ficcionalizar sua vida e assim convivia com seus demônios. Visto sob esse ângulo, portanto, Lima Barreto até parece um autor de autoficção, desses que fazem de seu destino uma saga maior. Aliás, se na sua época, seu estilo foi julgado como ‘carente de imaginação’, hoje em dia a autoficção converteu-se em uma grande voga literária da  nossa contemporaneidade. A cada tempo o seu tempo …

Mas se tudo isso é verdade, e Lima Barreto sempre foi atual, nesse momento em que vivemos sua ‘atualidade’ mais se parece com um desabafo. Lendo esse escritor de Todos os Santos, evocamos os tantos protagonismos e vozes de periferia que vão inundando a nossa cena nacional, sem pedir passagem. Acompanhando seus escritos nos deparamos com o nosso racismo estrutural o qual, passados quase cem anos da morte do escritor, ainda faz parte da nossa agenda. Rindo de suas blagues percebemos como ainda padecemos de bovarismo: essa mania de querer ser o que não somos. Sentindo a sua dor, nos lembramos de reinventar essa nossa República, tão frágil, e cujas instituições encontram-se tão apequenadas.

Conforme dizia o criador de Policarpo Quaresma: ‘Nós, os brasileiros, somos como Robinsons: estamos sempre à espera do navio que nos venha buscar da ilha a que um naufrágio nos atirou’.”

 

 

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