Políticas públicas e a fronteira entre prosa e poesia são temas da Flip

Literatura russa também será discutida nesta quinta-feira

Ubiratan Brasil/Paraty, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2014 | 11h12

Como acontece desde 2009, a primeira mesa da Festa Literária Internacional de Paraty é formada por especialistas em discutir a cidade e suas políticas públicas. Assim, a partir das 9h30, vão se reunir a antropóloga Paula Miraglia, especialista em temas como prevenção de violência, segurança pública e urbanismo; Jailson de Souza e Silva, um dos fundadores do Observatório de Favelas, instituição que reúne moradores e ex-moradores da periferia; e a sul-africana Rene Urben, conselheira da cooperativa alemão para o desenvolvimento sustentável na área de prevenção do crime e da violência em seu país.

Em seguida, às 12 horas, será o momento do encontro de escritores que não conhecem bem a fronteira que separa a poesia da prosa: Charles Peixoto, Gregório Duvivier e Eliane Brum.

A terceira mesa, prevista para as 15 horas, colocará a literatura russa em discussão, em especial a obra de Dostoiévski. Primeiro autor russo a ser convidado pela Flip,  Vladimir Sorókin falará sobre um de seus ídolos literários, mas também deverá comentar sobre política, uma vez que se tornou um dos principais intelectuais de seu país a se opor ao regime de Vladimir Putin. Ao seu lado, estará a crítica americana Elif Batuman, especializada na escrita russa.

A Flip prossegue e, às 17h15, é a vez do encontro de dois jovens bestsellers, o suíço Joël Dicker, que vem conquistando fãs pelo mundo com seu livro A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, e a neozelandesa Eleanor Catton que, com Os Luminares, tornou-se a mais jovem autora a ter recebido o Man Booker Prize, o mais prestigioso prêmio literário do mungo anglo-saxão.

Arquitetura será o assunto principal a ser tratado pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha e um especialista em sua obra, o historiador italiano Francesco Dal Co. Eles vão comentar sobre as semelhanças entre Paraty e Veneza. A mesa começa às 19h30.

O dia termina às 21h30 quando dois intelectuais vão conversar sobre seus ídolos de juventude, que nortearam sua carreira e seus amores: o francês Mathieu Lindon, que encontrou no filósofo Michel Foucault o afeto paterno que lhe faltava, e o brasileiro Silviano Santiago, que evoca o amigo Ezequiel Neves, jornalista e produtor musical que conheceu nos anos 1950, em Minas Gerais.

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