Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Pesquisa aponta primeiro crescimento no varejo de livros de 2019

Estudo mensal do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Nielsen Bookscan muda de nome e passa a se chamar Pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2019 | 12h47

Junho teve o primeiro crescimento do ano no varejo do mercado livreiro no País, e ainda que modesto, interrompe a sequência de quedas. Foram 2,2% em volume de exemplares vendidos e 4,4% em faturamento a mais do que no mesmo período de 2018.

Os números são da Pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil (antiga Painel das Vendas dos Livros no Brasil), feita pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros e pela Nielsen Bookscan. As entidades decidiram mudar o nome da pesquisa para deixar seu objeto mais claro. Isso porque a crise nas duas maiores redes de livrarias do País — Saraiva e Cultura — teve um "forte impacto" e "provocou uma distorção nos números da pesquisa".

Apesar de os números acumulados nos seis primeiros períodos do ano indicarem uma queda de 14,5% em faturamento e 15,1% em volume, a perda está concentrada, segundo o Snel e a Nielsen nas categorias mencionadas acima. Dados do mercado apurados pelas entidades indicam que houve uma migração de vendas para canais que não fazem parte de base de apuração da Nielsen Bookscan, como o e-commerce de editoras, livrarias não contabilizadas pela pesquisa, e outros.

Para o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira, o resultado do 6T (20/5 a 16/6) representa "um certo alívio", e pode indicar uma recuperação do mercado de varejo. “Os números de vendas começam a apresentar crescimento a cada semana, e temos eventos negativos para o varejo ao longo de 2018, como a Copa do Mundo e fechamento de lojas, que não se repetirão em 2019. Acredito que o próximo período posso trazer números ainda melhores”, disse Pereira, em comunicado do Snel.

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