Livro 'Oswaldo Aranha - Uma Fotobiagrafia'
Livro 'Oswaldo Aranha - Uma Fotobiagrafia'

Pedro Corrêa do Lago recupera trajetória do avô, Oswaldo Aranha, em fotobiografia

'Oswaldo Aranha – Uma Fotobiografia' será lançado nesta segunda-feira, 26, pela Capivara Editora

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2017 | 03h00

O livro deveria sair em 1994, quando se festejou o centenário de nascimento do homenageado. “Mas foi bom esperar, pois adquiri mais conhecimento sobre esse tipo de organização”, comenta o pesquisador, editor, economista e bibliófilo Pedro Corrêa do Lago, organizador de Oswaldo Aranha – Uma Fotobiografia (Capivara Editora), que será lançado na noite de hoje, na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Higienópolis.

Não se trata apenas de uma homenagem familiar (Pedro é neto de Oswaldo), mas também de um precioso resgate de uma importante figura história infelizmente pouco lembrada nos dias atuais. Político e diplomata, o gaúcho Oswaldo Aranha (1894-1960) notabilizou-se por diversos feitos, mas bastariam três para consolidar sua importância. “Na Revolução de 30, ele foi tenaz o suficiente para acertar politicamente a vitória de Getúlio Vargas”, conta Corrêa do Lago. “Outro feito foi em 1942, quando Oswaldo Aranha, que passara uma temporada nos EUA, costurou o alinhamento do Brasil às forças aliadas e não a Hitler e Mussolini, como Getúlio ensaiava fazer.”

O terceiro feito aconteceu em 1947, quando o diplomata presidiu a Assembleia Geral da ONU que determinou a criação do Estado de Israel. “Oswaldo foi habilidoso, pois, ao perceber que não conquistaria em tempo os 2/3 dos votos, fez com que seus aliados estendessem ao máximo os discursos para evitar a votação naquele dia. Como era feriado nos EUA no dia seguinte, a decisão ficou para depois, o que deu tempo de conseguir votos como o do Paraguai, que não estava tão interessado no jogo político.”

Corrêa do Lago passou meses pesquisando, principalmente nos arquivos guardados por sua mãe. “Percebi que seria mais atraente uma fotobiografia, com a inclusão de depoimentos”, conta ele, que formatou um trabalho atraente: das mais de 600 imagens, cerca de 70% são inéditas. O volume traz ainda cerca de 500 depoimentos.

Não bastassem as fotos políticas, o livro traz curiosidades como flagrantes de Orson Welles e Walt Disney, a quem Aranha conhecia desde os anos 1920, e ainda um imberbe John Fitzgerald Kennedy, de 23 anos, que conheceu o Rio em 1941.

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