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Paulo Coelho relança obras com autoeditora para aumentar seus lucros

Vendidos na Amazon, os livros cortam os custos com distribuidoras e faz crescer o repasse ao autor

EFE

20 de fevereiro de 2015 | 12h38


O autor Paulo Coelho deu um salto na autoedição e escolheu uma empresa espanhola, em Sevilha, especializada neste sistema, a Lantia Publishing, que editou uma primeira obra que está sendo vendida, somente em inglês, há uma semana.

E o escolhido foi O Dom Supremo (1991), uma adaptação do livro A Melhor Coisa do Mundo, de Henry Drummond, um ensaio de 68 páginas que fala sobre o amor. E há uma segunda que o autor contratou com a empresa sevilhana, Ser como o rio que flui, publicado originalmente em 2008 e que sairá também só em inglês.

O Dom Supremo tem sido vendido somente por impressão sob demanda através da Amazon e de qualquer livraria pela internet, explicou à Agência Efe o diretor da Lantia Publishin, Enrique Parrilla, que garantiu ainda não ter os dados sobre as vendas desta primeira semana. 

Paulo Coelho é o segundo escritor vivo mais traduzido do mundo - atrás apenas de J.K. Rowling -, com 175 milhões de exemplares vendidos em 170 países, traduzido para 80 idiomas, além de contar com 26 milhões de seguidores no Facebook e 10 milhões no Twitter, e este êxito, segundo Parrilla, se deve ao seu "caráter inovador", o mesmo que, segundo ele, o levou a dar o salto para a autoedição.

O contrato assinado com Coelho é de estrita confidencialidade sobre os detalhes econômicos, mas Parrilla lembrou que na autoedição 40% do lucro que normalmente vai para a editora e os 30% para distribuidora não existem, o que multiplica a margem do autor.

Normalmente aos escritores - se não são estrelas capazes de negociar condições especiais para suas obras ou pelo menos para algumas - recebem 10% das vendas. A Lantia Publishing nasceu há três anos no seio da editora sevilhana Ponto Vermelho e atualmente publica cem títulos ao mês. Ela possui outra sede em Houston, e a Ponto Vermelho tem escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos, e em Madri, e deve abrir outra em Lisboa, de olho no mercado lusófono para em seguida dar um salto ao Brasil.

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