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Os livros de Ernest Hemingway mais vendidos no Brasil

Há 120 anos nascia o escritor Ernest Hemingway; veja quais são os principais livros de Hemingway - e os preferidos dos leitores brasileiros

Redação, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2019 | 10h00

Um dos principais escritores norte-americanos do século, Ernest Hemingway, nascido em Oak Park em 21 de julho de 1899, sempre tentou conciliar a vida de intelectual com o de homem de ação. Envolveu-se em guerras, caçou, pescou, adorava lutas de boxe e touradas. Bebeu muito, era mulherengo e escrevia, sempre e muito. 

Hemingway ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1954. E se matou anos depois, no verão de 1961, com um tiro de espingarda em sua casa na cidadezinha de Ketchum, em Idaho. 

A prosa de Hemingway é um exemplo acabado do que de melhor o modernismo nos trouxe. O tom alusivo, econômico, consegue obter o máximo de efeito com um mínimo de recursos. Há um controle espartano dos elementos descritivos, e não é raro que o mais importante seja, quando muito, apenas sugerido. Sua obra é publicada no País pela Bertrand.

Nos 120 anos do nascimento de Ernest Hemingway, lembrados esta semana, veja quais são os cinco livros mais vendidos no Brasil. Antes, uma curiosidade. O número de exemplares comercializados do primeiro colocado, que está chegando à sua 100.ª edição, corresponde a mais do que o dobro dos outros quatro títulos juntos.

 

Os 5 livros de Ernest Hemingway mais vendidos no Brasil

 

1.º O Velho e o Mar (1952)

Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão - um azarento da pior espécie. Mas ele tem coragem, acredita em si, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho. O Velho e o Mar é a história, contada num enredo tenso, de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida. 

 

2.º Paris é Uma Festa (1964)

Em Paris é Uma Festa, encontramos um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, autores clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem autor. A cidade e esses “companheiros de viagem” deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida: ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio. Hemingway começou a escrever Paris é Uma Festa no outono de 1957, em Cuba, e terminou na primavera de 1960. E se matou no ano seguinte.

 

3.º Por Quem Os Sinos Dobram (1940)

Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. Robert Jordan é um americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos, integrado por Pilar, mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo e a bela Maria. Por quem os sinos dobram apresenta ao leitor uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna.

 

​4.º Adeus às Armas (1929)

O livro tem como tema central a paixão de Frederic Henry, que se alista no exército italiano como motorista de ambulância, pela enfermeira Catherine Barkley. Neste romance autobiográfico, a história de amor tem um final feliz, ao contrário da vivida pelo autor. Os protagonistas acreditam que podem se isolar em seu amor, simplesmente afastando-se da guerra. Em 1918, ferido em combate, Hemingway, que também dirigiu ambulância na Primeira Guerra Mundial, é internado em um hospital, em Milão, onde conhece a enfermeira Agnes von Kurowsky, por quem se apaixona. Porém, ela não aceita casar-se com o escritor, deixando-o profundamente desiludido. Adeus às Armas é narrado em primeira.

 

5.º O Sol Também se Levanta (1926)

A experiência de Hemingway na guerra já aparece em seu primeiro romance, O Sol Também se Levanta, que narra os conflitos e frustrações dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial. Numa linguagem acelerada, Hemingway cria personagens que logo se inserem no convívio do leitor, destacando-se, entre eles, Jake Barnes, jornalista emasculado por um ferimento de guerra; Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa por quem ele estava apaixonado; Robert Cohn, o escritor em busca de seu caminho; Mike Campbell, o playboy inglês que também fazia a corte a Lady Brett; e Pedro Romero, o toureiro espanhol com quem ela tem um caso. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante.

 

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