JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Oceanos receberá inscrições de livros em língua portuguesa publicados em qualquer país

Com a ampliação, os organizadores do prêmio pretendem estreitar o intercâmbio entre os escritores e as editoras do Brasil e de outros países que falam nosso idioma

Amilton Pinheiro, O Estado de S.Paulo

02 Março 2017 | 12h00

A 11ª edição do Prêmio Oceanos de 2017 aceitará inscrições de livros em língua portuguesa publicados em qualquer país, segundo foi divulgado na quinta, 2, pelos organizadores do prêmio, no Itaú Cultural, em São Paulo (a internacionalização já tinha sido antecipada pela coluna Babel no dia 18/2). Antes, só livros em língua portuguesa editados no Brasil poderiam participar.

Estavam presentes na coletiva os curadores brasileiros Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto, o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, e a crítica literária portuguesa Ana Sousa Dias, que integrará a equipe curatorial do prêmio.

“O objetivo da internacionalização é democratizar ainda mais as inscrições que podem ser feitas pela internet e melhorar o intercâmbio entre escritores e editoras de língua portuguesa”, explicou Saron.

Nas dez edições do Oceanos, a quantidade de livros inscritos por Portugal e África foi bem inferior à do Brasil. Enquanto o País recebeu 4.714 inscrições, Portugal teve 112, e África, apenas 26 livros.

“Estamos estimando que o número de livros inscritos destes países cresça de forma substancial, por volta de 300 livros ou um pouco mais”, espera a curadora Selma Caetano.

As inscrições para a 11ª edição do Oceanos começam a partir da meia-noite da sexta, 3, por meio do site www.itaucultural. org.br/oceanos2017, que traz o regulamento e outras informações. Assim como no ano passado, podem concorrer obras de poesia, prosa de ficção, dramaturgia e crônica. E livros publicados somente no formato digital.

 

A avaliação será feita em três etapas. Na primeira, um corpo de júri formado por 60 especialistas (o número pode crescer) escolherá os 50 semifinalistas, que serão julgados em uma segunda etapa, agora por júri intermediário, composto por seis jurados, escolhidos dos especialistas da primeira etapa. Caberá a eles eleger os dez finalistas. 

Na última etapa, o júri final indicará os quatro vencedores do Oceanos. A soma da premiação permanecerá a mesma de 2016, R$ 230 mil - 100 mil para o primeiro lugar, 60 mil para o segundo, 40 mil para o terceiro e 30 mil para o quarto lugar.

Saron antecipou que, em 2018, o valor da premiação será maior, mas não revelou valores. Em relação ao total que o Itaú investe no Oceanos, ele afirmou que gira em torno de R$ 1,4 milhão, dos quais R$ 800 mil pela Lei Rouanet.

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