Walter Craveiro/Divulgação
Walter Craveiro/Divulgação

Obra de Ana C. passa por revista no último dia da Flip

Sérgio Alcides e Vilma Arêas discutiram aspectos da obra da poeta

Marilia Neustein - Enviada Especial, O Estado de S. Paulo

03 Julho 2016 | 16h23

PARATY - Sérgio Alcides e Vilma Arêas discutiram, na manhã deste domingo, 3, na Flip, características para além da poesia na obra de Ana Cristina César. Na mesa "Luvas de pelica", o crítico literário e a escritora comentaram os aspectos ensaísticos e críticos da poeta. Alcides enfatizou a "presença felina" de quando Ana Cristina escrevia críticas. "Ela tinha uma inteligência fulgurante, de intimidade, do feminino e um aspecto mental de como se aproximar do poema de um modo menos ingênuo", disse. Isso sem esquecer os lados transgressores da poeta com a ousadia que tinha ao misturar linguagens: "Ela se apropriava de discursos diferente. Não tinha a preocupação de separar a prosa da poesia", completou. 

Já Vilma que, além de professora era também amiga da poeta, discorreu sobre o distanciamento que ela tinha de sua obra. "Nas artes plásticas essa distância é fácil, mas na literatura e na poesia a linguagem é radical. O poeta pode querer comunicar, mas é sempre uma linguagem de contorno", disse. Também falou sobre o conceito de "fingimento": "Ana tinha um aspecto teatral. E acho que todos os atores são grandes tímidos", afirmou. 

A acadêmica não conteve a emoção e chorou ao ler um poema de Antônio Carlos de Brito, o Cacaso, em homenagem à Ana C. "Ele fala da partida, mas também de reencontro. E ele tem razão, porque ela está aqui, na Flip, nos ciúmes, nas palavras, nos versos."

 

Mais conteúdo sobre:
PARATY Ana Cristina César Ana Cacaso

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.