REUTERS/Wolfgang Rattay
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Novo romance de Houellebecq chega às livrarias francesas dia 7

Escritor francês mergulha mais uma vez na política de seu país com ‘Anéantir’, que se passa em 2027

AFP, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2022 | 05h00

A campanha presidencial de 2027, ao final do segundo quinquênio de Emmanuel Macron, em uma França “em declínio”, permite a Michel Houellebecq atuar como oráculo da história contemporânea da França em seu oitavo romance. Anéantir (Aniquilar, em tradução literal), a nova ficção de um dos mais influentes romancistas franceses, chega às livrarias da França dia 7, mas já está provocando interpretações e debates políticos. No passado, Houellebecq já mostrou que está interessado na antecipação com Submissão, lançado em 2015 no dia do atentado à revista satírica Charlie Hebdo, em que imaginava a eleição de um presidente muçulmano no governo francês.

Embora não seja citado em Anéantir, Emmanuel Macron é reconhecível no livro, como quando um assessor o descreve como “um magnífico animal político”. Segundo o narrador, ele governou um país “em declínio”, assolado pela desigualdade, testemunhando a lenta morte de pequenas cidades e áreas rurais, diante do desemprego. “O fosso entre as classes dominantes e a população atingiu um nível sem precedentes”, alarma o narrador.

Em 2027, a esquerda quase não existe, o Grupo Nacional (extrema direita) segue forte no primeiro turno, mas tem dificuldades no segundo, e Éric Zemmour (escritor e político de direita) só gera ódio ou admiração... um panorama semelhante ao de 2022. Anéantir centra-se na parceria criada, no seio desta campanha eleitoral, entre o Ministro da Economia, Bruno Juge, e o seu conselheiro especial Paul Raison.

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