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No Dia Nacional do Livro Infantil, confira seis dicas de leitura

Data foi instituída em homenagem a Monteiro Lobato, criador de personagens inesquecíveis que nasceu no dia 18 de abril de 1882

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2015 | 10h00

Autor da célebre frase “Um país se faz com homens e livros”, Monteiro Lobato (1882-1948) é considerado até hoje o grande nome da nossa literatura infantojuvenil. Ele teve editora, criou um sistema de distribuição de livros, escreveu dezenas de obras (não só para crianças) e foi um dos grandes incentivadores da leitura. Desde 2002, em homenagem ao criador de Emília, Pedrinho, Narizinho, Saci, Dona Benta e de tantos outros personagens inesquecíveis que encantaram gerações e gerações, o Brasil comemora o Dia do Livro Infantil em 18 de abril, data de nascimento do escritor.

Com o caminho aberto por Lobato, a produção literária e editorial brasileira para jovens leitores se desenvolveu ao longo das últimas décadas e testemunhou o surgimento de novos escritores e ilustradores. A produção estrangeira também encontra espaço nas livrarias. 

Confira seis dicas de leitura.

Para Onde Vamos Quando Desaparecemos?

Autora: Isabel Minhós Martins

Ilustradora: Madalena Matoso

Editora: Tordesilhinhas (44 págs., R$ 38)

Para Onde Vamos Quando Desaparecemos?, das portuguesas Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, é um delicado livro que, para tentar responder a um dos principais questionamentos da humanidade, fala sobre meias perdidas, poças d’água, areia, nuvens e o sol. A palavra morte não aparece na história. “Podemos terminar em lugares inesperados (como as meias). Podemos subir até o céu (como as poças d’água). Podemos formar praias (como as nuvens). Podemos não ir a lado nenhum e ficar sempre aqui (como o sol). Podemos ir dormir ou dançar. Ou dançar enquanto dormimos. Melhor do que nada…”

Ninguém Vai Ficar Bravo?

Autor: Toon Tellegen

Ilustrador: Marc Boutavant

Tradução: Patricia Broers Lehmann

Editora: WMF Martins Fontes (80 págs., R$ 52,90)

Ex-médico, escritor e autor de uma vasta obra - sobretudo para crianças -, o holandês Toon Telhegan apresenta, em 12 capítulos, mal-humorados animais às voltas com sentimentos como a raiva. O damão-do-cabo, personagem da história que abre o livro, por exemplo, se enfurece todos os dias porque não consegue fazer com o que sol o ouça e, pelo menos uma vez, não se ponha. A formiga e o esquilo protagonizam um interessante diálogo acerca da possibilidade de um ficar triste caso o outro decida ir embora.

Jardim de Polvo

Autor: Ringo Starr

Ilustrador: Ben Cort

Tradução: Lenice Pinheiro

Editora: Salamandra (30 págs.; R$ 39)

O baterista Ringo Starr teria ouvido do capitão do barco em que viaja que os polvos costumam recolher pedras e objetos no fundo do mar para deixá-los perto de seus esconderijos. A história serviria para a canção Octopus’s Garden, escrita por ele e incluída no álbum Abbey Road, que os Beatles lançaram em 1969. Com ilustrações de Ben Cort, a letra/poema foi parar neste livro bilíngue que traz, ainda, um cd com duas versões da canção - uma só instrumental.

Os Monstros Mais Medrosos do Mundo

Autora: Paula Browne

Editora: Rocco Pequenos Leitores (36 págs.; R$ 34,50 e R$22,50, o e-book)

Ugo Pedregulho é um monstrinho-poeta de 9 anos que gosta de figurinhas e de inventar sanduíches malucos. Na cidade onde mora todos são monstros medrosos, que não se relacionam entre si por sentirem medo do outro. Medroso e inseguro como os demais, ele se questiona: “Se monstros são monstros por que monstros têm medo de monstros?” Eis que ele resolve fazer um álbum para se apresentar e falar sobre sua família e os colegas da escola entram na onda. Boas amizades nascem desse gesto.

A Menina e Os Relógios

Autora: Nara Vidal

Ilustrações: Zeka Cintra

Editora: Dsop (32 págs.; R$19,90)

O livro acompanha um dia na vida de uma pequena menina às voltas com as obrigações cotidianas: acordar, se arrumar, ir para escolha, depois para a natação, tomar banho, dormir. Tudo isso com a voz da mãe mandando ela se apressar e, quando ela se apressava e acabava, por exemplo, se sujando ou quebrando alguma coisa, a mãe mandava que ela se acalmasse. Entre as contradições do não demorar e não se afobar, a garota ainda encontra tempo para sonhar. Um bom livro também para os pais que se concentram mais em cumprir o cronograma e não percebem esses pequenos momentos.  

Entre Raios e Caranguejos

Autores: José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta

Ilustrador: Edu Oliveira

Editora: Alfaguara (48 págs.; R$ 34,90)

A fuga da família real para o Brasil é contada nesta história pelo pequeno dom Pedro, que, aos 9 anos, deixou para trás uma Lisboa enfurecida com seu pai - chamado aos berros de covarde - sem saber o motivo da fuga e o que encontraria no além-mar. O futuro imperador conta suas impressões dessa travessia e do que viveu no período - como o dia especial que passou na Ilha de Itaparica. “À tardinha, depois da sesta, eu perguntei para o meu pai:

- Vamos de barquinho até aquelas pedras? Só nós dois, sem mais ninguém? Faz de conta que o senhor é o capitão e eu sou o seu piloto.

Ele fez cara de quem estava com preguiça e falou:

- Parece meio longe…

Aí eu disse:

- Nós já atravessamos o oceano. Agora qualquer coisa é perto. Coragem, pai!” 

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