Acervo Pessoal
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Nicolau Sevcenko é homenageado um ano após sua morte

Sessão in memorian reúne, nesta quinta, 13, acadêmicos na USP

Redação, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 09h05

O historiador Nicolau Sevcenko, morto exatamente há um ano, no dia 13 de agosto de 2014, aos 61 anos, será homenageado nesta quinta-feira, 13, com uma sessão in memorian no anfiteatro da faculdade de História, na Cidade Universitária da USP. O encontro começa às 17h30 e participam Cristina Carletti, viúva de Sevcenko, e personalidades do meio acadêmico.

Entre os convidados, Maria Odila da Silva Dias, Ulpiano B. Toledo de Meneses, Elias Thomé Saliba, Jorge Grespan, Maria Cristina Wissembach, Nelson Schapochnik, Francisco Foot Hardman, José Arbex  e Ermelino Romeu dos Santos Ferreira.

 

Nascido em 1952 e formado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP em 1975, Sevcenko foi professor da PUC-SP e da Unicamp. Também deu aulas em Harvard, onde ministrava história e cultura da América Latina e o Brasil. Filho de imigrantes russos, ele se dedicou especialmente ao estudo da cultura brasileira e do desenvolvimento de capitais como Rio e São Paulo.

Deixou outras importantes, como Literatura como Missão, em que trata do papel lógico da literatura, mas seu trabalho mais representativo deva ser A Revolta da Vacina, lançado em 1984 pela editora Brasiliense e reeditada em 2010 pela Cosac Naify. Trata-se de um clássico por detalhar os bastidores da maior convulsão social do Rio de Janeiro, ocorrida em 1904: pelas contas oficiais, a onda violenta de insatisfação popular durante a campanha de vacinação contra a varíola resultou em 30 mortos, 110 feridos, 945 presos e 461 deportados. Em 2006, escreveu o artigo A Imaginação no Poder e a Arte nas Ruas, em que faz um sucinto levantamento das experiências estéticas dos séculos 19 e 20. 

Sevcenko também foi tradutor de Alice no País das Maravilhas para a edição publicada pela Cosac Naify com ilustrações de Luiz Zerbini.

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