AP Photo/ Maja Suslin, SCANPIX , File
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Morre o poeta sueco Tomas Tranströmer, prêmio Nobel de Literatura de 2011

Escritor tinha 83 anos e morreu nesta quinta-feira, 26

O Estado de S. Paulo, com agências

27 Março 2015 | 14h08

ESTOCOLMO - O poeta sueco e prêmio Nobel de Literatura de 2011 Tomas Tranströmer morreu aos 83 anos, disse a editora sueca Bonniers, nesta sexta-feira, 27.

O recluso escritor - considerado um mestre da metáfora e um dos poetas mais importantes da Escandinávia no século 20 - morreu na quinta-feira, 26. Não há obras suas publicadas no Brasil.

Em coleções famosas no exterior, entretanto, como Windows and Stones (1966), Tranströmer usou metáforas imaginativas para descrever os mistérios da mente humana. Seu trabalho foi traduzido para mais de 60 línguas e influenciou poetas pela Europa, Oriente Médio e Américas. Em 2011, ele ganhou o Nobel de Literatura.

Os trabalhos de Tranströmer eram caracterizados por imagens poderosas que exploram o lado misterioso da vida cotidiana, e o foco na simplicidade era também espelhado no jeito como levava sua vida.

Trabalhando como psicólogo em instituições estatais na Suécia, Tranströmer escreveu sua poesia durante as noites e fins de semana, e manteve seu comportamento despretensioso. Ele preferia ficar longe dos olhos do público e evitou como pôde os debates políticos que engajaram muitos de seus contemporâneos.

O poeta parou de escrever depois de sofrer um derrame, em 1990, que o deixou parcialmente paralisado e com a fala comprometida. Quando recebeu o Nobel, aos 80 anos, tinha sido favorito para o prêmio por tantos anos que mesmo os seus conterrâneos começaram a duvidar de que um dia ganharia.

Seus trabalhos mais famosos são Windows and Stones, de 1966, em que ele retrata temas de suas viagens, e Baltics, de 1974, sobre as democracias e ditaduras da região do Mar Báltico durante a Guerra Fria.

Nascido em 15 de abril de 1931, Tranströmer cresceu sozinho com sua mãe, professora, no distrito da classe operária de Estocolmo, depois que ela se divorciou de seu pai, jornalista. Ele começou a escrever poesia na escola, e o seu trabalho apareceu em diversos periódicos antes do seu primeiro livro, 17 Poems, em 1954, que teve boa recepção crítica na Suécia.

Estudou literatura, história, poesia, religião e psicologia na Universidade de Estocolmo, e trabalhou brevemente como assistente na universidade.

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