Inti Ocon/AFP
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Morre, aos 95 anos, o poeta nicaraguense Ernesto Cardenal

Defensor da Teologia da Libertação, ele foi também sacerdote e um dos principais nomes da Revolução Sandinista

Redação, O Estado de S. Paulo

01 de março de 2020 | 21h22

O reconhecido poeta e sacerdote nicaraguense Ernesto Cardenal morreu neste domingo, 1.º, em Manágua, aos 95 anos, segundo sua assistente pessoal Luz Marina Acosta.

Bosco Centeno, amigo próximo de Cardenal e membro da comunidade da Ilha de Solentiname, declarou que o autor de Salmos e Epigramas foi internado há alguns dias por problemas cardíacos.

Ernesto Cardenal nasceu na cidade de Granada em 1925 e se destacou como um dos maiores intelectuais da Nicarágua.

Defensor da Teologia da Libertação, foi um autor conhecido por poemas como Hora Cero, Oración por Marilyn Monroe e, mais recentemente, Cântico Cósmico, traduzido por Thiago de Melo, Nuevo cielo y tierra nueva e Este mundo y otro. Por seu apoio à Revolução Sandinista (1979-1990), durante a qual ele foi ministro da Cultura, Cardenal foi impedido de exercer seu ofício pelo papa João Paulo II junto com outros três sacerdotes. O papa Francisco suspendeu a proibição em fevereiro.

Depois da derrota eleitoral dos sandinistas em 1990, Cardenal abandonou o partido e se converteu em dissidente ao lado de outros intelectuais como Belli e o escritor Sergio Ramírez, vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura em 2017. Cardenal era um nome cotado para o Nobel de Literatura.

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