Morre, aos 83 anos, o escritor equatoriano Miguel Donoso Pareja

Também poeta, romancista, ensaísta, crítico literário e jornalista, ele sofria de mal de Parkinson

EFE

16 Março 2015 | 22h49

O escritor equatoriano Miguel Donoso Pareja morreu hoje, 16, aos 83 anos na cidade portuária de Guayaquil, segundo informou o Ministério de Cultura do país, que lamentou, pelo Twitter, a perda de um dos grandes nomes das letras. “É a partida de um dos melhores e mais prolíficos escritores equatorianos contemporâneos.”

Donoso Pareja, que viveu no México por 18 anos depois de ter sido exilado pela ditadura militar em 1963, também se destacou como poeta, romancista, ensaísta, crítico literário e jornalista.

Em terras mexicanas fez parte de um grupo de escritores que editou a revista Change, que teve também Juan Rulfo, Pedro Orgambide, Julio Cortázar e José Revueltas.

Depois de uma temporada na Espanha, em 1981, ele voltou para seu país, onde dirigiu a Casa de Cultura do Equador e em 2007 ganhou o Prêmio Nacional de Cultura Eugenio Espejo, o maior reconhecimento em seu país.

O jornal The Telegraph, em seu site, diz que Donoso sofria de mal de Parkinson há algum tempo.

Suas principais obras são Krelko (1962, contos), Henry Black (1969, romance), Nevermore Sea (1981, romance), Sem Ofensa (1989, ensaios), Tudo o que inventar é verdadeiro (1990, contos). Também é autor de Última canção do exílio (1994, poesia), Hoje Eu começo a lembrar (1994, romance),  Antologia Pessoal (1996, histórias) e Equador: Identidade ou Esquizofrenia (1998), ensaios entre outros.

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