Academia Brasileira de Letras
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Morre acadêmico da ABL Candido Mendes de Almeida, aos 93

Intelectual reuniu, nos anos 1970, o cardeal D. Paulo Evaristo Arns e o general Golbery para falar sobre torturas na ditadura

Matheus Lopes Quirino, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2022 | 20h00

Morreu hoje, no Rio de Janeiro, Candido Mendes de Almeida. Ocupante da cadeira de número 35 da Academia Brasileira de Letras, sucessor do filólogo Celso Cunha. Respeitado no meio acadêmico carioca, Almeida foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) e reitor da universidade que leva o sobrenome de sua família,uma das mais tradicionais  do Rio, tendo seu bisavô sido senador no Império. Ele deixa a mulher, professora e pesquisadora Margareth Dalcomo. A informação do falecimento foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo

Cândido Almeida tomou posse na ABL em 1990 e era um dos membros mais longevos da instituição. Bom articulador, ele trafegou entre gente de diferentes espectros políticos, tendo conseguido juntar o cardel D. Paulo Evaristo Arns e o general Golbery do Couto e Silva em uma reuião em 1974 para falar sobre as torturas realizadas pelos militares. 

O acadêmico também era dono de vários títulos, como o de Docteur Honoris Causa (Université de Paris III – Sorbonne Nouvelle) e o de Doutor em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, Universidade do Brasil.

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