Morre a professora e ensaísta Jerusa Pires Ferreira aos 81 anos

Livre docente da USP e também professora da PUC-SP, intelectual deixou marca na pesquisa da cultura popular

Redação, O Estado de S. Paulo

21 de abril de 2019 | 18h35

Morreu neste domingo, 21, a professora e ensaísta Jerusa Pires Ferreira, aos 81 anos, em Salvador. Ela enfrentava um tratamento contra um câncer. A informação foi divulgada por amigos nas redes sociais.

Doutora e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP), Jerusa era professora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade, bem como professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Autora de inúmeros livros e artigos sobre cultura popular e literatura, um de seus trabalhos mais célebres é Cavalaria em Cordel: O Passo das Águas Mortas, de 1979, relançado pela Edusp em 2017. O livro faz um panorama histórico da literatura de cordel e a relaciona com as histórias de cavalaria do período medieval.

Entre outros campos de pesquisa, destacam-se ainda a cultura, oralidade, memória e as relações entre literatura, comunicação e artes. Ela também era tradutora e principal divulgadora dos trabalhos de Paul Zumthor e de Henri Meschonnic no Brasil.

Jerusa nasceu Feira de Santana, na Bahia, em 1938, e iniciou sua formação acadêmica em Salvador. Ela se mudou para São Paulo nos anos 1970 e concluiu o doutorado em ciências sociais na USP em 1980. Conferencista frequentemente convidada para diversas instituições de pesquisa no Brasil e no exterior, especialmente nas universidades de Limoges, na França, e a Autônoma de Barcelona.

Ela foi casada com o tradutor Boris Schnaiderman, que morreu em 2016 aos 99 anos. 

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